
No dia 09 de março, estudantes da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), campus de Florianópolis, e ativistas externos se concentraram na cantina do Centro de Ciências Administrativas e Socioeconômicas (ESAG), em Florianópolis, exigindo a expulsão de um dos assassinos do cão orelha da instituição.
O cão comunitário da Praia Brava, muito querido pelos moradores, foi brutalmente espancado no dia 4 de janeiro às 5:50 da manhã e, devido aos ferimentos graves, teve que ser submetido à eutanásia. Os suspeitos do crime são 4 adolescentes pertencentes a famílias de elite de Florianópolis.
Os estudantes fizeram o protesto na ESAG ao descobrirem que um dos responsáveis pela morte do cão orelha havia sido recentemente matriculado em um dos cursos do centro, o que demonstrava impunidade. Eles exigiam justiça e seriedade no julgamento dos adolescentes.
Os manifestantes também mencionaram o caso de Sônia Maria de Jesus, uma mulher negra e surda que, sem conhecimento de LIBRAS, ainda era mantida em regime de escravidão na casa de Jorge Luiz de Borba, desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), há mais de 40 anos. Esse caso foi destacado como mais um exemplo de impunidade para as classes dominantes de Santa Catarina.
O caso do cão Orelha tem gerado indignação em todo o país, evidenciando que a justiça não pune os mais ricos, que parecem ter liberdade para cometer crimes de diversos tipos.
