Polícia Militar de RS detém manifestante durante protesto no consulado americano em Porto Alegre.

Policiais Militares impediram a realização de um ato anti-imperialista em frente ao consulado ianque de Porto Alegre, no dia 9 de março. Os manifestantes, organizados pela Frente Gaucha de Solidariedade ao Povo Palestino, pretendiam organizar um ato em solidariedade ao povo do Irã e sua resistência contra ao terrorismo do imperialismo ianque, homenageando as 168 crianças assassinadas pelo imperialismo ianque em uma escola em Minab, no sul do país.

Os manifestantes se dirigiram ao consulado por volta das 19h, onde construíram uma homenagem utilizando fotos das crianças e bonecos de pano para representar os corpos, antes mesmo do ato começar, foram cercados por policiais militares mascarados e armados de fuzis, que renderam todos, impedindo o início do ato. Um transeunte que passava ao lado da manifestação no momento da montagem e gritou “Israel assassina!” também foi enquadrado pelos policiais.

Sob a esfarrapada desculpa de “perturbação da paz”, os policiais levaram um dos manifestantes para o Palácio da Polícia, onde o obrigaram a assinar um termo de circunstância para que não fosse preso.

Polícia Militar lambe botas dos ianques já reprimiu anti-imperialistas

No início do ano, durante um protesto anti-imperialista em defesa da soberania da Venezuela, em frente ao mesmo consulado, a Brigada Militar agrediu e prendeu dois manifestantes que supostamente picharam o muro do prédio. Na época, em meio às agressões da brigada militar, um politiqueiro reacionário, o vereador Jessé Sangalli (PL), que passava próximo aos manifestantes para provocá-los, levou uma “coça” dos anti-imperialistas que o cercaram.

Além da lealdade absoluta na “defesa” do consulado ianque, a cidade de Porto Alegre abriga conexões importantes com o imperialismo estadunidense. Em agosto de 2025, um avião ligado a CIA realizou uma missão secreta em diversos pontos do país, pousando também em Porto Alegre. Não houve esclarecimento por parte do governo, exército ou força aérea sobre a presença da aeronave em território nacional, e o destino chamou atenção por ser incomum, ao contrário de outros destinos mais visados como São Paulo e Brasília.

Além de abrigar agentes de países estrangeiros, o governo de Porto Alegre conta com Alexandre Aragon, secretário da segurança de Porto Alegre, ex-diretor geral da Força Nacional, que recebeu treinamento militar de repressão nos Estado Unidos, de acordo com informações disponibilizadas no site da prefeitura de Porto Alegre. Além disso, ele é ligado a políticos de extrema direita como o arqui reacionário Luciano Zucco (PL).

Para além disso, a cidade abriga uma fábrica de uma subsidiária da empresa israelense Elbit Systems, a “AEL Sistemas”, fabricante de peças utilizadas em bombas e aviões que são entregues diretamente ao exército sionista. Em 2025, durante as jornadas de luta em apoio à resistência palestina, ativistas conseguiram derrubar acordos entre a AEL Sistemas e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que entregava projetos à empresa em apoio ao genocídio.

Violência Policial contra os anti-imperialistas só aumenta

A escalada de violência reacionária contra os anti-imperialistas vem acompanhada das muito abertas e claras intenções do imperialismo ianque de intervir diretamente na América Latina. Mais recentemente, os ianques publicaram relatórios onde afirmavam, sem provas, a existência de “bases secretas” Chinesas em território nacional, tentativa clara de justificar a agressão ao Brasil. Além disso, após diversas declarações onde grupos como o Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) do Brasil foram tachadas de “ameaças à segurança” e “terroristas” pelo Comando Militar do Sul dos Estados Unidos (USSOUTHCOM), a extrema-direita faz cada vez mais alarde contra a “bandidagem” e implora pela intervenção ianque para poder desencadear mais e maior repressão contra o povo.

Exemplo claro mais recente da escalada reacionário foi a recente agressão ao protesto anti-imperialista em Recife, no dia 28 de janeiro, onde a polícia militar disparou deliberadamente, usando munição letal, contra a massa de manifestantes, baleando estudantes e um jornalista do AND que cobria a manifestação, além de prender o estudante Mateus Galdino, solto após mais de um mês preso após uma campanha nacional por sua liberdade. Frente a violência reacionária, as massas enfrentaram bravamente a repressão policial, e três PM’s saíram feridos.

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