O governo do Irã rejeitou uma proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra nesta semana, afirmando que o conflito só terminará nos termos e no cronograma determinados por Teerã. Um alto funcionário político iraniano destacou em entrevista exclusiva à imprensa local que o país não permitirá que o presidente americano dite o momento do fim da guerra, e continuará a se defender e atacar o inimigo até que suas condições sejam atendidas. As demandas iranianas incluem o fim das agressões, indenizações e reparos, e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
A vantagem iraniana no conflito
O cientista político John Mearsheimer afirmou que o Irã está em vantagem na guerra contra os EUA e Israel, devido ao controle sobre as repercussões econômicas do conflito. Ele alertou que uma escalada americana teria consequências devastadoras e que a prolongação do conflito favorece os iranianos, que conseguiram dominar o fluxo de petróleo do Golfo Pérsico. Com o anúncio de Donald Trump sobre a possibilidade de negociações, e a negativa do Irã, os Estados Unidos se veem em posição desfavorável.
81º onda de retaliação
A Guarda Revolucionária Islâmica anunciou que, na 81ª onda da Operação Verdadeira Promessa 4, mísseis de precisão atingiram mais de 70 alvos nos territórios ocupados. Os ataques elevaram o número de mortos e feridos entre os inimigos, e a IRGC exaltou a mobilização nacional iraniana para defender o país. Em um apelo ao povo americano, a IRGC acusou Trump e Netanyahu de mentir sobre a situação da guerra e prometeu transparência sobre os eventos futuros. A onda de retaliação marca o 26º dia de conflito e já resultou no lançamento de centenas de mísseis e drones pelo Irã.
