Irã reafirma apoio incondicional ao Líbano em meio a tensões regionais

O Hezbollah, movimento de resistência do Líbano, intensificou suas atividades contra a ocupação israelense após a violação do acordo de cessar-fogo estabelecido com os Estados Unidos, que previa o término das hostilidades em toda a região da Ásia Ocidental. Em 8 de fevereiro, as Forças de Ocupação israelenses foram responsáveis pela morte de mais de 250 libaneses.

Segundo informações do veículo sionista Yedioth Aronoth, a continuidade do conflito contra o Líbano e o Hezbollah visa desarticular as frentes de resistência libanesa e iraniana. Em resposta a essa situação, grupos de resistência anti-imperialista aumentaram suas ameaças contra a coalizão liderada pelos EUA e Israel.

O presidente da República Islâmica do Irã, Masoud Pezeshkian, reiterou seu apoio ao povo libanês e à sua luta armada, destacando que “uma nova agressão contra o Líbano infringe gravemente o cessar-fogo acordado”. Ele também enfatizou que “o Irã está preparado para agir” e garantiu que “nunca abandonará seus irmãos libaneses”.

No mesmo sentido, Mohammad Qalibaf, presidente do parlamento iraniano, reforçou as declarações de Pezeshkian em sua conta na rede social “X”, afirmando: “O Líbano e todo o ‘Eixo da Resistência’ são aliados inseparáveis do Irã no contexto do cessar-fogo.”

Inspirados pela resistência iraniana, grupos das Forças de Mobilização Popular do Iraque, como as Brigadas Al-Karrar, reafirmaram seu compromisso com a luta libanesa e expressaram sua prontidão para responder firmemente a qualquer violação dos dez pontos estabelecidos pelo Irã para o cessar-fogo com os agressores. Às 16h30, a Força Aérea do Kuwait informou ter sido alvo de ataques em instalações estratégicas.

Do Iémen, o movimento Ansarallah denunciou os ataques direcionados ao povo libanês e destacou o direito legítimo do Hezbollah de retaliar cada ato sionista. O grupo ressaltou que a entidade israelense, “manchada pelo sangue de crianças e mulheres em Gaza e na região”, sofreu uma derrota significativa nesta guerra e agora tenta compensar suas perdas perpetrando crimes ainda mais brutais contra civis.

Organizações palestinas como Hamas e a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) fizeram um apelo à união entre os grupos árabes e muçulmanos para se engajar em uma luta massiva contra a ocupação sionista e frustrar os planos no sul do Líbano e o extermínio dos palestinos capturados.

Hezbollah causa baixas aos invasores sionistas

Diferente das previsões pessimistas de diversos analistas, houve uma expansão no arsenal missilístico do Hezbollah desde que conquistou um cessar-fogo com Israel em novembro de 2024. Uma fonte síria anônima citada pelo jornal Palestine Chronicle indicou que os envios de mísseis do Irã para o Líbano através da Síria aumentaram após a queda do ex-presidente sírio Bashar al-Assad, com o apoio das milícias sírias.

Atualmente, o Hezbollah tem realizado operações significativas contra posições israelenses no sul do Líbano. Essas ações foram retomadas no dia 9 de abril. Os ataques dirigidos a veículos militares tornaram-se frequentes. Em um marco nesta guerra, o Hezbollah declarou ter atacado veículos dentro do território palestino ocupado, atingindo um veículo no assentamento “Margaliot”, onde soldados sionistas estavam presentes na hora da explosão.

As operações continuam ativas apesar dos constantes crimes cometidos por Israel, incluindo ataques direcionados à liderança do Hezbollah. As Forças de Ocupação israelenses alegaram ter assassinado Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah; contudo, essa informação foi prontamente negada pelo grupo de resistência, que afirmou que sua liderança já havia sido retirada da área.

Deixe um comentário