Mobilização Global: Liga Anti-imperialista Reúne Manifestações em Apoio à Revolução Indiana de Daca a Londres

Entre o final de setembro e o início de outubro, uma ampla campanha global de apoio ao povo indiano e à Guerra Popular, liderada pelo Partido Comunista da Índia (Maoista), se destacou com marchas, manifestações em frente a embaixadas indianas, ações nas ruas, faixas, pichações e atividades universitárias. Essa mobilização foi convocada pela Liga Anti-imperialista Internacional (LAI) para uma Semana Internacional de Ação, que ocorreu entre 26 de setembro e 3 de outubro, com o objetivo de protestar contra a repressão do Estado indiano e a Operação “Kagaar”. Após o término formal da campanha, relatos continuaram sendo divulgados pela LAI e pelo O Arauto Vermelho.

A chamada da LAI denunciou as operações militares, prisões arbitrárias, massacres e perseguições direcionadas aos povos adivasi, camponeses empobrecidos e trabalhadores envolvidos na luta revolucionária. A organização associou essa ofensiva à intenção do governo de desalojar comunidades em áreas ricas em recursos naturais para beneficiar a mineração e os grandes monopólios. Além disso, a Liga propôs a criação de Comitês de Solidariedade ao Povo Indiano em diversas nações.

As ações ocorreram em um contexto onde organizações revolucionárias na Índia enfrentam a continuidade da Operação “Kagaar” e uma ofensiva legal que incluiu penas de morte para dez maoístas no caso conhecido como Jhiram Ghati. Este aspecto foi frequentemente mencionado nas manifestações realizadas na Europa.

Protestos em Bangladesh e frente a representações indianas

No dia 5 de outubro, uma das principais mobilizações aconteceu em Daca, Bangladesh. Estudantes e membros do Comitê Contra a Violência contra Maoistas e Adivasis na Índia marcharam do Museu Nacional até o memorial Raju. Durante o ato, exigiram a libertação dos presos políticos e denunciaram as perseguições e operações militares contra os povos oprimidos na Índia.

Na Inglaterra, ativistas realizaram uma manifestação no mesmo dia em frente ao Alto Comissariado da Índia em Londres. Grupos como Partizan, AGEB, ADHK, AVEG-KON e a Frente Anti-imperialista participaram do evento. Discursos enfatizaram o apoio à Guerra Popular e criticaram as condenações à morte dos dez revolucionários. Durante o ato foram distribuídos panfletos em inglês e turco, além de cartazes deixados na representação indiana.

Na Holanda, as organizações Ação Revolucionária e Partizan ergueram uma faixa em solidariedade à Guerra Popular diante da Embaixada da Índia em Haia. A entidade holandesa também divulgou um comunicado pedindo a libertação dos dez condenados à morte.

Em Atenas, Grécia, no dia 3 de outubro, o Partido Comunista da Grécia (marxista-leninista), KKE (m-l), junto com Partizan, organizou um ato solidário aos combatentes da Revolução Indiana como parte da semana internacional promovida pela LAI.

Na Suíça, as manifestações ocorreram principalmente em Berna e Zurique. Em Berna, foi lida uma declaração apoiando a Guerra Popular antes de uma manifestação contra deportações. Em Zurique, no dia 2 de outubro, várias organizações se uniram para realizar um ato na praça Stauffacher. Entre os cartazes estava um que dizia “Viva a Guerra Popular na Índia!”, enquanto outro pedia o fim dos massacres e das penas de morte. Os participantes também montaram uma forca simbólica para protestar contra as sentenças aplicadas aos dez revolucionários.

Estudantes franceses homenageiam Basavaraj

No cenário francês, a mobilização internacional se entrelaçou com uma rebelião estudantil que teve início em setembro com bloqueios nas universidades e grandes manifestações por todo o país.

Em Toulouse, estudantes do liceu Déodat-de-Séverac que enfrentaram repetidas intervenções policiais reuniram-se sob a convocação de jovens comunistas. Eles empunharam uma faixa com os dizeres “Glória ao camarada Basavaraj! Viva a Guerra Popular!”. Basavaraj foi um dirigente do PCI (Maoista) assassinado pelas forças indianas em 2025. Uma bandeira vermelha com os símbolos da foice e do martelo também foi vista entre os manifestantes.

A atividade teve grande relevância por ocorrer dentro de um movimento estudantil significativo. A Juventude Comunista (Jeunesse Communiste – JC), que tem estado presente desde os primeiros dias dos bloqueios na França, junto com a Federação Sindical Estudantil (Fédération Syndicale Étudiante – FSE), promoveu uma ação conjunta para apoiar a Revolução Indiana e posteriormente divulgou um comunicado favorável à campanha.

…

No dia 27 de setembro em Lyon houve outra ação conjunta entre JC e FSE onde foi exibido um retrato de Basavaraj junto com uma faixa afirmando que “A Revolução Indiana inevitavelmente triunfará”. Em Paris, militantes do Partizan realizaram pichações por diversos locais da cidade expressando “Viva a Guerra Popular na Índia!” tanto em francês quanto em inglês.

<blockquote class="instagram-media"…

Em Toulouse também houve ações do Socorro Vermelho (Secours Rouge) que espalhou cartazes denunciando a repressão ao movimento revolucionário indiano e exigindo a libertação dos presos políticos. Adicionalmente,a seção francesa da LAI anunciou uma conferência programada para 11 de outubro em Paris para discutir sobre os prisioneiros revolucionários indianos bem como sobre o atual estado da Revolução na Índia.

Alemanha mobiliza-se com atos públicos

A campanha alemã se mostrou extensa abrangendo diversas cidades do país.

Em Dortmund ocorreu um ato-relâmpago na Münsterstraße onde militantes levantaram faixas apoiando a Guerra Popular enquanto distribuíam materiais informativos antes e depois do evento. Já em Düsseldorf,a organização ROSA realizou uma atividade denominada “A Situação Atual da Guerra Popular na Índia”, seguida por fotos coletivas simbolizando solidariedade.Por sua vez,colocaram um mural no bairro Bilderstöcken contendo as palavras “Viva a Guerra Popular na Índia!”.

No norte do país,a Liga Vermelha (Roter Bund) distribuiu materiais promocionais durante manifestações nos bairros operários.Nos protestos contra o exercício militar Redstorm Charlie realizado pela Otan em Hamburgo,panfletos solidários à Revolução Indiana foram entregues aos participantes que após isso registraram fotografias coletivas.Ainda no bairro pobre Mümmelmannsberg surgiram pichações demonstrando apoio à Guerra Popular.

No município Blockdiek foram distribuídos materiais informativos incluindo material diante do maior templo hindu localizado no norte da Alemanha.Já em Karlsruhe,internacionalistas divulgaram declarações contrárias à Operação “Kagaar”, realizando registros coletivos solidários.E ainda Partizan juntamente com Roter Bund expuseram cartazes apoiadores aos maoístas durante atividades solidárias voltadas à municipalidade Hozat.

A Liga Vermelha fez pichações,murais além da distribuição dos panfletos conforme relatório apresentado pela LAI no dia seis de outubro.

México se une às ações internacionais

No continente latino-americano,o México organizou uma das mobilizações mais significativas.No dia primeiro de outubro,a Frente do Povo – Sol Vermelho junto ao Comitê Promotor da LAI no país lançaram ações simultâneas.

Na Cidade do México foram colados cartazes na Universidade Nacional Autônoma (UNAM). Em Oaxaca,militantes organizaram um ato diante do Palácio do Governo onde distribuíram folhetos assim como instalaram materiais informativos.Ainda houve cartazes junto aos bancos acusados pelos organizadores como representantes do capital imperialista.Uma faixa apoiando a Guerra Popular também foi exposta nessa cidade.

Os atos mexicanos focaram-se essencialmente três frentes:a adesão à campanha internacional;a denúncia sobre repressão contra adivasis bem como revolucionários;e oposição às sentenças aplicadas aos dez presos vinculado ao caso Jhiram Ghati.Com palavras-chave incluindo “Viva o PCI (Maoista)!”e “Viva a Guerra Popular na Índia!” foram expressas essas reivindicações.

No Chile,a Frente Anti-imperialista (FAI) realizou pichações assim como colocou cartazes favoráveis ao PCI (Maoista), à Guerra Popular,e à Revolução Nova Democracia.As atividades aconteceram principalmente em La Serena.Suas consignas solidárias foram combinadas às denúncias sobre aumento dos preços,custos elevados,e políticas educacionais adotadas pelo governo chileno.

<blockquote class='instagram-media' …

Ações se expandem por universidades turcas e espanholas

Na Turquia,a Nova Juventude Democrática (Yeni Demokrat Gençlik,YDG) promoveu exibições relacionadas ao documentário Operação Kagar: O Aviso Final. Na Universidade Bilgi localizada Istambul,fizeram exposições antes das sessões sobre histórico Levante Naxalbari ocorrido em1967,situação vivida pelos povos adivasi,junto ao progresso das lutas revolucionárias indianas.O evento culminou com pedidos pela revogação das condenações à pena capital dos dez maoístas além das palavras-de-ordem contrárias à Operação “Kagaar”. Os militantes turcos também realizaram pichações juntamente à divulgação durante toda semana.

<blockquote class='instagram-media' …

No Estado espanhol,a campanha foi levada até acampamentos populares estabelecidos na Puerta del Sol,Madrid.Por meio dos Comitês Revolucionários foram distribuídos panfletos abordando tópicos relacionados à Guerra Popular,Basavaraj,e convocatórias feitas pela LAI conectando repressões ocorridas na Índia às lutas antiimperialistas globais.

<blockquote class='instagram-media' …

Em Valência,reuniões públicas discutiram sobre a situação atual referente à Guerra Popular enquanto materiais foram disseminados.Iniciativas feitas pela Campanha Estatal Contra Genocídio Repressão India também propuseram trabalhos informativos voltados às comunidades sikhs,destacando tanto regime Modi quanto colaboração existente por parte Estado Espanhol.

Dinamismo nas campanhas realizadas por Dinamarca,Noruega,e Portugal

A Dinamarca registrou pichações expressivas destacando frases como “A Revolução na Índia triunfará!”,“Viva guerra popular!”e menção específica ao Partido Comunista Indiano(Maoísta)-22 anos.Comunidade Anti-imperialista Dinamarquesa lançou publicações relativas revolução enquanto intervenções visuais eram feitas pelo bairro Tingbjerg através da instalação dazibao.

A Noruega,também atuou através Comitê Luta(Kampkomiteen)organizando eventos tanto nas cidades Bergen quanto Oslo.Em Bergen,juntamente com grupo Bergen Palestina,colocaram faixas reivindicativas pedindo fim Operação ‘Kagaar!’ enquanto outros materiais eram divulgados;ainda oferecidos conteúdos informativos Oslo.T

A seção portuguesa LAI recebeu apoio através declarações repudiando massacres dirigidos aos adivasi além solidariedade manifestada junto povo indiano.Na Holanda,promovendo além ações próximas à Embaixada,também houve divulgação escrita contestando sentenças capitais.O relatório divulgado pela própria LAI menciona ainda iniciativas realizadas Equador entre outras localidades.

<blockquote class='instagram-media' …

No Brasil estudantes gravam vídeos apoiando Revolução Indiana

A mobilização brasileira contou apoio significativo entre estudantes assim como grupos populares.

No primeiro dia deste mês,oito pessoas participaram numa atividade organizada Redação AND Universidade Estadual Rio Janeiro(UERJ).Entre as faixas expostas estava mensagem expressa “Parem genocídio promovido pelo regime fascista Modi frente povo adivasi!”,com assinatura Coordenação Forças Democráticas Populares Contra Genocídio India-Brasil.Conclusão dessa actividade resultou gravação vídeo mostrando apoio á guerra popular assim como PCI Maoísta alinhados chamado internacional feito pela LAI..

Esse espírito solidário já havia sido cultivado anteriormente semanas dedicadas ação.No dois meses anteriores Encontro Regional Movimento EstudantilPopularRevolucionário(MEPR)e Unidade Vermelha-Liga Juventude Revolucionária(RJ),jovens discutiram situação vivenciada Revolução Indiana aprovar participação unânime atividades voltadas solidariedade PCI-Maoísta assim como guerra popular.Integrantes encontros incluíram coletivos estudantis Associação Brasileira Advogados Povo(Abrapo)Movimento FemininoPopular(MFP)e Centro Brasileiro Solidariedade Povos(Cebraspo).

Nesse contexto,jovens gravaram ações diante faixa dizendo “Viva guerra popular índia! Viva partido comunista índia maoísta! Abaixo velho estado indiano!”,assinada Frente Revolucionária Defesa Direitos Povo(FRDDP).

Essas manifestações são continuação forte solidariedade já manifestada países outras campanhas tendo foco Operação Kagaar defesa revolução india.Mesmo março deste ano conferência nacional promovida LAIRio Janeiro teve precedência manifestação favorável PCI-Maoísta onde participaram diversas entidades camponesas estudantis,trabalhadoras mulheres advogados populares..

Deixe um comentário