Reflexão: Três Anos Após, a Resistência Palestina Marca um Novo Capítulo de Revoluções Globais

No dia 7 de outubro de 2023, o mundo vivenciou uma nova era. Em vez das habituais narrativas e teorias conspiratórias veiculadas pela mídia hegemônica, a atenção global se direcionou para a Resistência Nacional Palestina e sua audaciosa Operação Dilúvio de Al-Aqsa, que conseguiu romper o cerco opressivo à Faixa de Gaza e confrontar as potências imperialistas, em particular os Estados Unidos.

O apelo à luta ressoou entre os povos do planeta: no Iémen, foram organizadas manifestações semanais e realizados cursos sobre a Operação palestina, envolvendo trabalhadores, estudantes e camponeses. Na Inglaterra, em 11 de novembro de 2023, uma multidão de até um milhão de pessoas se reuniu em Londres para apoiar a causa palestina e criticar a presença sionista respaldada pelas potências imperialistas europeias e norte-americanas, segundo estimativas da Palestine Solidarity Campaign.

Em pronunciamento à imprensa, o movimento Hamas declarou que a Operação Dilúvio de Al-Aqsa foi uma resposta às décadas de ocupação e cerco ilegal ao povo palestino, reafirmando que a resistência contra a entidade sionista persistirá até que todas as terras palestinas sejam liberadas. O movimento também elogiou o crescimento dos protestos e mobilizações em apoio à Palestina ao redor do mundo.

Sionismo em crise

O avanço das Brigadas Al-Qassam, braço militar do Hamas, nas áreas ocupadas da Palestina gerou uma agitação significativa na entidade sionista. A captura de 251 prisioneiros — incluindo civis e militares — conferiu à Resistência um poder considerável nas negociações pela libertação dos milhares de palestinos detidos por Israel. Essa realidade desmentiu as afirmações do governo extremista liderado por Benjamin Netanyahu sobre a invulnerabilidade do aparato militar israelense, evidenciando que nenhum cidadão “israelense” está seguro enquanto perdurar a ocupação e o genocídio contra o povo palestino.

Diante da resistência, Israel enviou suas tropas para a densamente habitada Faixa de Gaza, resultando em consequências devastadoras. Até novembro de 2023, mais de 335 veículos militares sionistas foram destruídos pelas forças dedicadas da Resistência Nacional Palestina.

Incapaz de derrotar a resistência palestina e suas organizações políticas, Israel intensificou seu genocídio contínuo contra a população civil. De acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza, mais de 74 mil palestinos perderam suas vidas; aproximadamente metade dessas vítimas eram mulheres e crianças.

Um novo horizonte para a libertação da Palestina

A escalada do conflito forçou Israel a negociar dois acordos de cessar-fogo nos anos de 2025 — em janeiro e outubro — apesar das repetidas violações por parte sionista. O que é apresentado pela mídia como “vitórias” sionistas e “derrotas” para a Resistência contrasta com uma análise mais profunda.

A guerra de guerrilhas, sustentada pelo apoio popular, permitiu à Resistência manter suas forças diante das sucessivas operações militares destinadas ao cerco e erradicação. A entidade sionista falhou em desmantelar essa resistência, que entrou nos cessar-fogos mantendo suas armas intactas. Essa experiência reforça princípios fundamentais da teoria militar proletária e se alinha ao fortalecimento da unidade política palestina expressa na Declaração de Pequim, assinada por 14 organizações em julho de 2024.

Uma avaliação militar israelense divulgada pelo portal Walla em maio de 2025 indicou que cerca de 40 mil combatentes armados permaneciam ativos na Faixa de Gaza. Essa estimativa contradiz as declarações contínuas sobre a suposta eliminação da Resistência.

Enquanto as principais forças combatentes na Faixa de Gaza aumentavam sua popularidade por meio da luta contra a ocupação sionista, o Exército israelense enfrentava uma grave crise de efetivo. Em maio de 2026, documentos militares revelaram 38 mil desertores e indivíduos evitando o recrutamento, além de outras 52 mil pessoas sob advertência por não atenderem às convocatórias das forças armadas israelenses. Esta crise afetava principalmente judeus ultraortodoxos obrigados a servir devido à decisão da Suprema Corte israelense mesmo com as restrições religiosas.

Na mesma época, as tropas regulares operavam com um déficit significativo de 12 mil soldados apesar das ações sionistas nas regiões da Faixa de Gaza e Síria bem como na manutenção do controle no sul do Líbano. Mesmo assim, o ministro das Finanças israelense Bezalel Smotrich fez ameaças ao Egito acerca da península do Sinai caso houvesse um ataque à entidade sionista em declarações feitas no dia 6 de outubro.

Derrotas para o imperialismo norte-americano

No ano de 2023, Israel não foi o único alvo dos movimentos islâmicos resistentes. No Iraque — invadido pelos Estados Unidos em 2003 — as organizações da Resistência Islâmica realizaram ataques massivos contra as bases militares invasoras.

A rebelião palestina rapidamente inspirou movimentos resistentes no Líbano, Iémen, Iraque e Síria a intensificarem suas ações contra as ameaças e ocupações ilegais promovidas pelo regime sionista; retaliações árabes ocorreram ainda em outubro daquele ano através do uso coordenado de mísseis, drones e foguetes.

À medida que avançava a ofensiva palestina junto com táticas guerrilheiras na Faixa de Gaza, Israel voltou suas atenções ao Irã com bombardeios desesperados ao consulado iraniano localizado em Damasco no dia 1º abril de 2024. Como resposta imediata surgiu a primeira Operação Verdadeira Promessa em 13 abril lançando uma recuperação maciça contra Israel.

A série contínua desses ataques prosseguiu durante os três anos seguintes. Após o assassinato do líder iraniano Ali Khamenei em fevereiro de 2026, a Resistência Nacional Iraniana infligiu severas derrotas aos Estados Unidos e aos sionistas sob o comando da Operação Verdadeira Promessa 4 aprofundando ainda mais os problemas enfrentados pelo sistema imperialista regional já abalado pelo Dilúvio de Al-Aqsa.

Neste contexto histórico destacado pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas general Ali Abdollahi no dia 7 outurbo: “O evento transformou nossa estratégia defensiva em ofensiva”. A Guarda Revolucionária também ressaltou que o equilíbrio estratégico regional passou agora a favorecer os grupos resistentes.

No Iraque, os desgastes provocados pela resistência resultaram na retirada definitiva das últimas tropas americanas no dia 30 setembro de 2026 conforme estipulado no acordo firmado anteriormente em 2024. Esse acontecimento seguiu-se à histórica fuga dos militares americanos do Afeganistão realizada em 2021 quando camponeses liderados pelo Talibã tomaram Cabul após duas décadas lutando nas montanhas afegãs.

Assim sendo Afeganistão, Palestina, Irã e Iraque refletem as quatro grandes derrotas estratégicas sofridas pelo imperialismo norte-americano nos últimos cinco anos durante uma crise sem precedentes desse sistema opressor. O Dilúvio de Al-Aqsa catalisou esse processo por meio das ações proativas dos resistentes palestinos fundamentadas numa sólida estratégia política-militar marcada pelas condições objetivas vigentes; isso reposicionou a luta pela libertação da Palestina como um eixo central na batalha anti-imperialista global além aprofundar o isolamento da entidade sionista tanto no Oriente Médio quanto internacionalmente.

Dessa forma, os acontecimentos audaciosos ocorridos no dia 7 outubro constituem marcos significativos não só para desmantelar parte da ofensiva contrarrevolucionária desencadeada entre final dos anos oitenta até início dos anos noventa mas também sinalizam o início promissor aguardado por muitos: um Novo Período Revolucionário na História Mundial (NPRHM), inserido na Estratégia Proletária Mundial que ainda se encontra numa fase defensiva.

Iémen: um desafio ao imperialismo e aos regimes árabes

No Iémen — país sob ocupação por forças leais à Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — houve forte reação desde outubro passado contra as agressões sionistas. A determinação iemenita se manifestou claramente: os ataques anti-sionistas continuaram mesmo após várias intervenções aéreas americanas visando bombardear alvos civis locais. Os EUA encerraram sua campanha militar no Mar Vermelho sem conseguir fazer o Iémen desistir dessa luta internacionalista ao serem derrotados novamente em maio deste ano.

Diferentemente dos seus adversários sauditas ou Emirados Árabes Unidos que cooperaram com Israel interceptando qualquer solidariedade destinada aos palestinos; o movimento Ansarallah demonstrou resiliência nos combates travados. Com grande capacidade mobilizadora entre as massas populares iemenitas conquistaram novos territórios na Costa Oeste pressionando cada vez mais sua monarquia cliente saudita imposta bloqueio aos portos iemenitas localizados no Mar Vermelho assim como ataques sistemáticos visando infraestrutura militar ou petrolífera saudita além inclusive construindo ofensivas próximas à Aden.

Esses avanços enfrentaram nova investida reacionária das forças apoiadas pela Arábia Saudita no dia cinco outubro evidenciando que disputa estratégica pelo controle daquela costa continua acirrada; mesmo com apoio estadunidense aos inimigos do Ansarallah não diminuiu nem um pouco sua força bélica nem tampouco expôs vulnerabilidades do regime saudita diante dessa guerra prolongada.

Apoio internacional crescente à Resistência

A mobilização pró-Palestina rapidamente se difundiu globalmente. Nos Estados Unidos manifestações massivas ocorreram reunindo milhares que protestavam contra os crimes perpetrados pelo sionismo; destacando-se entre esses ativistas judeus antissionistas especialmente nas ruas nova-iorquinas onde culminaram nas ocupações universitárias voltadas para apoiar Palestina durante todo ano seguinte (2024).

Essa onda solidária alimentou também resistências civis às medidas repressivas adotadas por Donald Trump contra imigrantes; redes apoiadoras à causa palestina passaram por momentos difíceis enfrentando repressão migratória intensa após prisão ativista Mahmoud Khalil pela polícia imigratória americana gerando revolta popular conectando defesa pela Palestina às lutas sociais contra perseguições sofrendo deportações massivas como consequência disso tudo acontecendo simultaneamente nesse período.

Na Europa manifestações expressivamente direcionadas criticavam diretamente estrutura bélica israelense sustentada pelas potências locais imperialistas; entre elas destacou-se Palestine Action invadindo fábrica armamentista Elbit Systems destruindo drones equipamentos diversos utilizados nessa guerra tornando-se alvo direto governo britânico classificando-os como organização terrorista já julho seguinte (2025). Presos aguardando julgamento integrantes desse grupo realizaram greve geral expondo sofrimento vivido pelos povos palestinos assim como determinação firme deles lutarem liberdade universalmente reconhecida por todos enquanto República Tcheca registrava incêndio complexo militar supostamente ligado Elbit Systems mostrando força coletiva surgida nesse novo contexto mundial atual).

Surgiram também flotilhas tentando romper bloqueios impostos sobre Faixa Gaza enfrentando forte repressão porém ampliando visibilidade internacional junto solidariedade crescente existente favorecendo direitos legítimos sempre reivindicados pelos povos originários lutadores retirarem seus territórios dessa ocupação criminosa perpetuada há décadas já estabelecendo conexões diretas entre diferentes lutas anticoloniais globais através dessas iniciativas organizacionais emergentes agora fortalecidas unicamente nesses dias atuais deixaram claro aumento conscientização internacional acerca realidade vivida hoje).

Formação aliancista internacional frente ao imperialismo

Ainda durante ano anterior (2024) povos começaram articular construção novo instrumento global visando combater imperialismos contemporâneos; fundado oficialmente abril (2026) Liga Anti-imperialista Internacional (LAI) teve papel crucial promovendo debates manifestações voltadas especificamente contra militarização reacionária defendendo direitos fundamentais todos povos marginalizados América Latina Europa Ásia respectivamente contribuindo diretamente construção novas conexões essenciais necessárias nesse momento histórico atual).

Destaque especial deve ser dado relação profunda estabelecida LAI entre movimentos libertários nacionais como aqueles presentes Palestina Iémen Líbano junto Guerras Populares dirigidas Partidos Comunistas marxistas-leninistas-maoístas Peru Filipinas Turquia Índia outras regiões preparativas dentro processo revolucionário mundial existente atualmente; fundação LAI associada esforço reunificação comunista promovido Liga Comunista Internacional (LCI) favorece aproximação essas duas correntes Revolução Mundial onde movimento libertário nacional assume função base enquanto movimento proletário internacional orienta ações coletivas futuras exigindo portanto elevação fator subjetivo além fortalecimento organização popular pautada direção proletária eficazmente integrada nessa luta comum finalmente tendo sucesso esperado longamente desejado anteriormente antes chegarmos aqui onde estamos agora finalmente caminhamos juntos juntos sempre seguindo adiante!

No Brasil Revolução Agrária protagonizada organizações como Liga Camponeses Pobres (LCP) representa expressão concreta dessa luta anticolonial proposta inicialmente acima mencionada pois camponeses pobres reconhecidos “palestinos brasileiros” batalham conquistar terra viver nela produzir enfrentando violências sistema latifundiário Estado antigo ambos controladores sociais impostos injustamente sobre sociedade brasileira atual buscando romper monopólio latifundiário fortalecer resistência local possibilitando libertação nacional finalmente atingida alcançando objetivo maior tornando realidade projeto Brasil Novo alinhado serviços gerais Revolução Mundial unificada lutamos lado lado povo heroico palestino sempre!

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