
A automação vem transformando o mercado de trabalho em velocidade crescente. Sistemas inteligentes, robótica, algoritmos e inteligência artificial já assumem tarefas antes executadas exclusivamente por humanos. Diante desse cenário, cresce a preocupação sobre o futuro das profissões — não apenas sobre quais empregos desaparecerão, mas sobre como o trabalho será redefinido.
Segundo Ansano Baccelli Junior, “a automação não elimina o trabalho humano, ela redefine seu papel. O risco real não é a tecnologia, mas a falta de adaptação”.
Automação: substituição de tarefas, não de pessoas
Um dos principais equívocos no debate é associar automação à eliminação total de profissões. Na prática, o que ocorre é:
automação de tarefas repetitivas e operacionais,
redução de atividades manuais e burocráticas,
reconfiguração das funções existentes.
Profissões não desaparecem de forma imediata; elas evoluem, incorporando novas responsabilidades.
Profissões em transformação
Diversas áreas já passam por mudanças profundas, como:
indústria e logística, com automação e robôs colaborativos,
finanças, com sistemas inteligentes de análise e controle,
marketing e comunicação, com uso intensivo de dados e IA,
saúde, com apoio tecnológico ao diagnóstico e gestão,
jurídico e administrativo, com automação de rotinas.
Para Ansano Baccelli Junior, “o profissional do futuro não compete com a máquina; ele aprende a trabalhar com ela”.
O crescimento da demanda por novas competências
À medida que tarefas operacionais são automatizadas, ganham relevância competências como:
pensamento crítico e analítico,
criatividade e resolução de problemas,
interpretação de dados,
habilidades digitais básicas e avançadas,
comunicação e colaboração.
Essas capacidades são difíceis de automatizar e passam a diferenciar profissionais no mercado.
Requalificação como fator decisivo
O maior desafio da automação não é tecnológico, mas humano. Profissionais e empresas precisam investir em:
requalificação (reskilling),
atualização contínua (upskilling),
aprendizado ao longo da vida.
Segundo Baccelli Junior, “quem não aprende continuamente será substituído, não pela máquina, mas por quem sabe usá-la”.
Impacto desigual entre setores e perfis profissionais
A automação não afeta todos de forma igual. Funções altamente repetitivas tendem a ser mais impactadas, enquanto atividades que envolvem:
tomada de decisão complexa,
interação humana,
empatia,
liderança,
ganham ainda mais importância. Esse desequilíbrio reforça a necessidade de políticas de capacitação e inclusão.
Empresas e o papel na transição do trabalho
Organizações têm papel central nesse processo ao:
preparar suas equipes para novas funções,
adotar automação de forma responsável,
alinhar tecnologia à estratégia de pessoas,
evitar substituições abruptas sem requalificação.
Para Ansano Baccelli Junior, “empresas que automatizam sem cuidar das pessoas criam eficiência de curto prazo e risco de longo prazo”.
O surgimento de novas profissões
Ao mesmo tempo em que transforma ocupações existentes, a automação cria novas carreiras, como:
especialistas em IA e dados,
gestores de automação,
analistas de ética e governança tecnológica,
designers de experiência humano-digital.
Essas funções refletem a integração crescente entre tecnologia e trabalho humano.
O futuro do trabalho será híbrido
O cenário mais provável não é totalmente automatizado, mas híbrido:
humanos focados em estratégia, criatividade e relacionamento,
máquinas executando tarefas repetitivas,
decisões apoiadas por dados e algoritmos.
Segundo Baccelli Junior, “o futuro das profissões pertence a quem consegue unir inteligência humana e inteligência artificial”.
Conclusão
A automação está redefinindo o futuro das profissões, substituindo tarefas, transformando funções e criando novas oportunidades. O impacto final dependerá da capacidade de adaptação de profissionais, empresas e instituições.
Na visão de Ansano Baccelli Junior,
“a automação não elimina o valor humano no trabalho — ela expõe ainda mais a importância de aprender, pensar e liderar.”
O futuro do trabalho não será decidido apenas pela tecnologia disponível, mas pela forma como pessoas e organizações escolhem evoluir junto com ela.
