Disque Denúncia lança campanha para encontrar goleiro Bruno

O Disque Denúncia do Rio de Janeiro divulgou um cartaz pedindo informações sobre o paradeiro do goleiro Bruno Fernandes, considerado foragido da Justiça após o descumprimento de uma das condições da liberdade condicional.

De acordo com informações divulgadas pelo sistema de denúncias, um mandado de prisão foi expedido no dia 5 de março, após decisão da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio.

Segundo o tribunal, Bruno Fernandes das Dores de Souza não se apresentou para retornar ao regime semiaberto, condição que havia sido determinada pela Justiça.

Justiça aponta descumprimento de regras da liberdade condicional

Conforme decisão judicial, o mandado de prisão foi emitido depois que a Justiça concluiu que o ex-jogador descumpriu uma das regras impostas no período de liberdade condicional.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Bruno teria viajado ao Acre sem autorização judicial.

Segundo o registro do processo, ele teria ido ao estado no dia 15 de fevereiro. A viagem seria para atuar pelo clube Vasco-AC. As regras impostas pela Justiça proibiam a saída do estado do Rio de Janeiro

Ainda conforme o tribunal, a situação foi considerada descumprimento das condições estabelecidas pela Justiça.

Crime que levou à condenação teve repercussão internacional

O ex-jogador foi preso em 2010, acusado de envolvimento no assassinato da modelo Eliza Samudio.

O caso ganhou grande repercussão no Brasil e no exterior.

Em 2013, a Justiça condenou Bruno a mais de 22 anos de prisão pelos crimes de:

  • homicídio
  • ocultação de cadáver
  • sequestro
  • cárcere privado

De acordo com a investigação, Eliza Samudio foi assassinada após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o ex-atleta.

O filho do casal, Bruninho Samudio, atualmente atua como goleiro nas categorias de base do Botafogo.

Histórico da pena e progressão de regime

Segundo registros judiciais:

  • 2010: Bruno foi preso preventivamente
  • 2013: ocorreu a condenação a mais de 22 anos de prisão
  • 2019: o ex-jogador passou ao regime semiaberto
  • 2023: a Justiça concedeu liberdade condicional

A nova decisão judicial ocorreu após a análise do cumprimento das regras impostas durante o benefício.

Defesa afirma que decisão será contestada

A defesa do ex-goleiro informou que não orientou Bruno a se apresentar neste momento e que pretende recorrer da decisão judicial.

Segundo a advogada Mariana Migliorini, a orientação foi aguardar a análise do recurso.

“Se ele se apresentar agora, pode acabar ficando em regime fechado como se fosse semiaberto, o que entendemos ser uma medida irregular”, afirmou.

De acordo com a defesa, o ex-jogador vinha cumprindo regularmente as condições impostas pela Justiça desde a concessão da liberdade condicional.

Segundo a advogada, durante cerca de três anos Bruno teria:

  • comparecido ao patronato sempre que solicitado
  • assinado regularmente os registros exigidos
  • mantido o endereço atualizado
  • seguido as determinações impostas pela Justiça

Cartaz divulgado pede ajuda da população

O Disque Denúncia publicou um cartaz solicitando informações que possam ajudar na localização do ex-jogador.

Segundo o comunicado, qualquer informação pode ser repassada de forma anônima, por meio dos canais oficiais do serviço.

As autoridades reforçam que denúncias podem ajudar na localização de pessoas procuradas pela Justiça.

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