Mês do Advogado: cresce o número de profissionais que trabalham em escritórios de advocacia e ganham acima de R$ 8 mil

Percentual de advogados na faixa etária da meia idade também tem aumentado ao longo dos anos, assim como o número de mulheres que atuam em Departamentos Jurídicos

Florianópolis, agosto de 2025 – No mês do advogado, o Projuris, principal plataforma de Inteligência Legal do Brasil, divulgou dados demográficos do Censo Jurídico, a maior pesquisa jurídica do país. Segundo o levantamento, 48% dos profissionais do Direito que atuam em escritórios possuem renda mensal acima de R$8 mil. O número demonstra crescimento visto que em 2023 e 2022, esse mesmo percentual era significativamente menor: 38% e 30%, respectivamente. Além disso, se analisados os recortes da faixa salarial acima de 30 mil, também houve aumento: 11%, ante 7% em 2023 e 4% em 2022.

Os resultados foram compilados separadamente entre os que atuam em escritórios, 64%, e departamentos jurídicos, 36%. Realizada desde 2017, a pesquisa está na 7ª edição e entrevistou mais de 400 advogados. “A principal finalidade do Censo Jurídico é a de inspirar transformações positivas nas rotinas dos profissionais, independente das funções e segmentos que atuam dentro da área jurídica. Mais do que números, o Censo nos mostra o quanto a advocacia está evoluindo. E a tecnologia tem papel central nisso”, explica Fernando Ribeiro, Diretor de Produto do Projuris.

Faixa etária e tempo de atuação na área

A pesquisa também investigou a idade dos profissionais e o tempo de atuação na área jurídica. De acordo com Fernando, esse recorte ajuda a compreender tanto a longevidade da carreira quanto o interesse que a profissão continua despertando — seja entre os mais experientes, seja entre as novas gerações que estão ingressando no mercado. Dos que atuam em escritórios de advocacia, por exemplo, 56% possuem entre 31 e 50 anos, indicando crescimento ante os 50% que estavam nessa faixa de idade em 2023 e os 45% de 2022. Os números também indicam menor percentual na faixa acima de 50 anos: 35% em 2025, 36% em 2023 e 46% em 2022.

No recorte específico de profissionais que atuam em departamentos jurídicos, 65% estão na faixa etária da meia idade, diante de 53% em 2023 e 63% em 2022. Acima de 50 anos, o percentual também foi menor no Censo deste ano: 13% em 2025, 31% em 2023 e 18% em 2022.

Para os mais jovens, na faixa de 18 a 25 anos, os profissionais que atuam em escritórios representam apenas 2%, mesmo percentual de 2022, mas menor quando comparado com os 8% de 2023. Em departamentos jurídicos, o percentual de 8% é menor que os 9% de 2022, porém mais significativo do que os 4% de 2023.

Sobre o tempo de carreira, a maioria dos profissionais que atuam em ambas as situações têm mais de 10 anos de experiência, sendo 53% dos que atuam em departamentos e 58% daqueles que trabalham em escritórios. Neste caso, houve aumento dos profissionais que atuam em escritórios – 2023 eram 54% e 2022 48% – mas não dos que trabalham em departamentos jurídicos – 62% em 2023 e 53% também em 2022. 

Gênero

No que diz respeito ao gênero, chama atenção o crescimento da participação feminina em departamentos jurídicos, que, pela primeira vez, supera a presença masculina. Embora os números indiquem uma predominância atual, esse avanço pode ser interpretado como um passo importante rumo a mais representatividade, especialmente em uma carreira historicamente dominada por homens. Ainda assim, mais do que presença, é preciso garantir que mulheres tenham acesso igualitário a oportunidades e posições de liderança. 

De acordo com os dados, 62% dos profissionais que estão designados para esse serviço são mulheres, ante 49% em 2023 e 48% em 2022.  Em escritórios, o percentual de 45% também é maior que os 41% de 2022, mas significativamente menor em relação aos 63% do ano retrasado. No primeiro ano do Censo Jurídico (realizado em um formato diferente, sem a diferenciação entre escritórios e departamentos jurídicos, por exemplo), 69% eram homens e 31% mulheres. 

“O crescimento da presença feminina em departamentos jurídicos é um sinal importante de mudança, mas ainda temos um longo caminho até alcançar a equidade real. Ter equilíbrio no número de profissionais é apenas uma parte da equação, é preciso ampliar a presença de mulheres também em cargos de liderança e decisão. Estudos como o Censo Jurídico do Projuris ajudam a revelar essas lacunas com mais clareza e são fundamentais para estimular transformações que beneficiam não só o setor jurídico, mas toda a sociedade”, destaca o especialista.

 

Concentração regional

Em relação ao Estado onde moram, na atual edição, tanto os profissionais que trabalham em escritório como os que atuam em departamentos jurídicos, em sua maioria, são de São Paulo (29% trabalham em escritórios e 43% em departamentos), Rio de Janeiro (11% escritórios e 10% em departamentos) e Minas Gerais (9% em ambos). Os três estados já vinham tendo destaque neste recorte ao longo dos últimos anos. No total, a região sudeste concentra 49,3% dos profissionais de escritórios – leve queda para 2023, quando a parcela era de 52% – e 64% de departamentos jurídicos – maior que os 55% de 2023.

Nas outras regiões, destaque para Bahia com 6% dos profissionais de escritórios – aumento significativo em relação aos 3,9% de 2023 – e 3% dos que atuam em departamentos jurídicos.  No sul do país, o Rio Grande do Sul, com 8% dos profissionais de escritório e 7% em departamentos, também possui dados representativos.

A concentração na região sudeste ainda é bem significativa em ambos os cenários, com pouca variação ao longo dos últimos anos. Esse recorte é importante para que os profissionais e empresas do ramo identifiquem os índices de demanda por trabalho e avaliem a concentração de novas oportunidades. 

Grau de formação

A pesquisa traz ainda um mapeamento dos advogados conforme seu grau de formação. De acordo com os dados, em 2025, 79% dos profissionais que atuam em escritórios e 75% dos que trabalham em departamentos de empresas têm algum grau de especialização. Número mais representativo do que em 2023, quando os percentuais eram de 70% para escritórios e 71% para departamentos jurídicos.  

Por fim, Fernando reforça ainda que o censo é um retrato do mercado jurídico brasileiro, a maior pesquisa do segmento no país, sendo uma oportunidade valiosa para repensar e auxiliar análises em todos os contextos da profissão. Por meio dos dados, responsáveis por escritórios e departamentos jurídicos podem acompanhar movimentos de mercado e comportamentos dos profissionais da área. 

 

Sobre o Projuris  

O Projuris é a Plataforma de Inteligência Legal que conecta tecnologia, automação e dados para transformar a gestão jurídica. Com soluções integradas para escritórios e departamentos jurídicos, simplifica rotinas, impulsiona a produtividade e apoia decisões estratégicas. São mais de 5 mil escritórios, 1 mil grandes empresas, 31 mil advogados ativos e 2 milhões de processos capturados com o apoio de mais 600 robôs monitorando Tribunais em tempo real. Tudo em um só lugar. As soluções Projuris fazem parte da Starian, grupo de tecnologia que constrói ecossistemas especialistas e integrados.

Luiz Felipe
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