
Em muitos momentos da vida, o treino deixou de ser apenas sobre estética ou desempenho. Para Jessica Arboleya, ele se transformou em um espaço de organização interna, um lugar onde a mente desacelera e o corpo ajuda a colocar tudo no lugar.
“Nem sempre eu treino para melhorar o corpo. Muitas vezes eu treino para conseguir respirar melhor por dentro.”
Quando o treino deixou de ser cobrança
No início da jornada fitness, havia dias em que o treino vinha carregado de pressão: render mais, fazer melhor, não falhar. Com o tempo, Jessica percebeu que esse tipo de abordagem só aumentava o cansaço mental — e afastava justamente aquilo que o exercício poderia oferecer.
A virada aconteceu quando ela passou a usar o treino como apoio, não como exigência.
Movimento como pausa mental
Hoje, o treino funciona como uma pausa ativa no meio do caos. Durante aquele tempo, a atenção sai das preocupações e volta para o corpo: respiração, postura, ritmo. O pensamento desacelera sem esforço.
Não é fuga. É presença.
“Quando estou treinando com atenção, minha cabeça para de correr.”
Escutar o corpo é escutar a mente
Jessica aprendeu que dias de estresse pedem treinos diferentes. Em vez de forçar intensidade, ela ajusta. Às vezes é força. Às vezes é caminhada. Às vezes é apenas alongar.
Esse respeito evita o acúmulo de tensão — física e emocional.
“Treinar também é saber quando aliviar.”
A respiração como âncora
Durante o treino, a respiração virou uma aliada. Inspirar para preparar, expirar para soltar. Esse ritmo simples ajuda a baixar o nível de ansiedade e cria uma sensação de controle interno.
Com o tempo, essa consciência respiratória começou a aparecer fora da academia também — em momentos de estresse, decisões difíceis, dias longos.
O treino como ritual, não obrigação
Para Jessica, o treino deixou de ser algo a cumprir e virou um ritual de cuidado. Um compromisso consigo mesma que não depende de humor, resultado ou perfeição.
Mesmo em dias curtos, mesmo sem desempenho alto, o simples ato de se mover já cumpre o papel.
“Tem dias em que o treino não muda o corpo. Mas muda completamente o meu dia.”
Saúde mental sustenta a constância
Usar o treino como ferramenta de saúde mental foi o que permitiu que a rotina se mantivesse ao longo dos anos. Quando o exercício deixa de ser fonte de estresse, ele passa a ser um lugar seguro — e é aí que a constância nasce.
Conclusão
Jessica Arboleya usa o treino como ferramenta de saúde mental porque entende que movimento consciente organiza pensamentos, reduz ansiedade e cria clareza. Ao transformar o exercício em um espaço de presença e autocuidado, ela encontrou algo mais valioso do que resultado físico: equilíbrio interno.
“Quando a mente encontra descanso no movimento, o corpo acompanha.”
