O país conhecido como “Grande Satã”, os Estados Unidos, e seu aliado na Ásia Ocidental, Israel, foram obrigados a reconhecer que a campanha de bombardeios iniciada em 28 de fevereiro não tem capacidade de derrubar o governo iraniano. Fontes do governo israelense e do Conselho Nacional de Inteligência dos EUA afirmam que mesmo uma guerra em larga escala dificilmente removeria o governo de Teerã, devido à sua força e estabilidade.
As autoridades israelenses admitem que não há qualquer sinal de um levante popular iminente, apesar dos ataques aéreos contra o Irã. O ministro das Relações Exteriores de Israel reconheceu que o governo iraniano pode sobreviver a uma guerra, mudando a perspectiva de uma vitória rápida para uma esperança de queda no futuro. O fracasso estratégico da agressão ficou evidente mesmo após a perda de mil vidas, incluindo o líder supremo do Irã.
O secretário de Defesa dos EUA tentou minimizar a situação, mas admitiu que os objetivos de Israel nem sempre coincidem com os dos Estados Unidos. A resistência do Irã, apoiada pela Guarda Revolucionária Islâmica, tem superado as expectativas dos agressores, mantendo a liderança e resistindo aos ataques externos.
O coronel Douglas Macgregor alertou para a difícil situação estratégica em que os Estados Unidos se encontram. O reconhecimento do fracasso da agressão leva a um ajuste tático que inclui a degradação das capacidades nucleares e de mísseis, já que derrubar o governo iraniano se tornou uma tarefa quase impossível. A diplomacia volta a ser considerada como uma possível saída para o impasse.
