Manifestações contra a invasão ao Irã se espalham pelo globo, mobilizando centenas de pessoas.

Após a agressão covarde de EUA e da entidade nazi-sionista ao Irã, as massas de diversos países, como Paquistão, Iraque, Tunísia e Venezuela, ocuparam as ruas pedindo o fim de mais uma guerra de interesse imperialista contra o povo.

As agressões geraram revoltas em todo o mundo, em que as massas ocuparam as ruas para demonstrar repúdio à guerra imperialista e apoio à soberania e ao povo do Irã. A capital Teerã também foi ocupada por manifestantes contrários à ação ianque-sionista, que entoaram gritos de “Morte à América” (referência ao imperialismo ianque, que intitula a si mesmo como “América”).

No Brasil, a Liga Anti-Imperialista (LAI) tem convocado manifestações contra a interferência ianque em diversos países. As cidades de Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Maringá, Dourados, Manaus, entre outras cidades ocorreram protestos em defesa da soberania venezuelana. “A convocação da LAI enfatiza que “a soberania nacional não será conquistada com diálogos ou demagogia, mas através da luta anti-imperialista e combativa.”.

Massas condenam agressão na América e Europa

No dia 7 de março, dezenas de britânicos foram às ruas de Londres pedir o fim da guerra contra o Irã. Os manifestantes caminharam de Westminster até a embaixada americana, em Nine Elms, com cartazes e gritos em apoio à nação iraniana e à Palestina.

No EUA, centenas de iranianos protestaram na frente da prefeitura de Los Angeles, no dia 7 de março, pedindo o fim da guerra contra o Irã. As manifestações ocorrem em meio ao aumento do número de mortos no conflito, num momento em que o país deveria estar comemorando o Nowruz, Ano Novo Persa. Os protestos ocorreram em 60 cidades e vilas por todo o território estadunidense e contaram com o apoio de grupos como Movimento da Juventude Palestina, Aliança Negra pela Paz e Muçulmanos Americanos pela Palestina.

Na Venezuela, a população se manifestou contra a ofensiva militar ao Irã em frente à embaixada iraniana no dia 3 de março. Em dezembro de 2025, Maduro, presidente sequestrado da Venezuela, tinha agradecido ao governo iraniano pelo apoio à soberania venezuelana e o elogiado como um exemplo global na defesa do direito internacional.

No Brasil, uma manifestação anti-imperialista combativa foi realizada em 3 de março, no Rio de Janeiro, denunciando a contínua agressão imperialista dos ianques na América Latina e no Oriente Médio e elogiando as lutas anti-imperialistas em curso ao redor do mundo. A manifestação começou às 17h no Largo da Carioca e prosseguiu em uma marcha que bloqueou ruas até chegar ao Consulado Geral do EUA, onde sinalizadores vermelhos foram acesos e as bandeiras do Grande Satã, o EUA, e do Pequeno Satã, a entidade sionista, foram queimadas. Outros protestos ocorreram em diversas cidades, como Brasília e São Paulo.

Movimento anti-imperialista na África e Oceania

Na África do Sul, dezenas de pessoas se concentraram na frente do consulado ianque em Joanesburgo no dia 7 de março, exibindo fotos de Khamenei, bandeiras do Irã e cartazes com duras condenações à entidade sionista. Os manifestantes relembraram o apoio do líder iraniano ao fim do apartheid no país e sua proximidade com Nelson Mandela.

Ocorreram protestos também na Austrália, onde a seleção feminina de futebol do Irã estava concentrada para as partidas da Copa da Ásia feminina. No jogo contra a Coreia do Sul, dia 2 de março, as iranianas ficaram em silêncio durante o hino, o que gerou suspeitas de descontentamento com o governo atual do Irã e o monopólio de imprensa mundial rapidamente repercutiu;. nNo jogo seguinte, as jogadoras prestaram bateram continência (saudação militar) durante o hino, desfazendo os rumores e demonstrando apoio à naçãoem demonstração de respeito ao país. A seleção iraniana ainda acusa a Austrália de tentar impedir as jogadoras iranianas de saírem do país, forçando asilo político contra a vontade delas.

Ásia e ‘Oriente Médio Ampliado’ em ebulição

Em Caxemira, na parte administrada pela Índia, diversos muçulmanos xiitas foram às ruas de Srinagar no dia 1 de março portando bandeiras vermelhas, pretas e amarelas e gritando palavras de ordem e slogans contra os EUA e “Israel” a entidade sionista, e se opondo à opressão do imperialismo ianque aos povos oprimidos livres ao redor do mundo.

Nas Filipinas, muitas pessoas também têm se manifestado desde o início de março, em diversas cidades. As primeiras mobilizações no arquipélago ocorreram em 2 de março, na cidade de Iloilo, no centro do país, em ato convocado por entidades ligadas à coalizão Bagong Alyansang Makabayan (BAYAN), uma das principais frentes progressistas filipinas. No dia seguinte, os protestos chegaram à capital, Manila, onde manifestantes marcharam em direção à embaixada do Estados Unidos, tradicional ponto de concentração de atos contra a política externa de Washington, mas foram contidos por barreiras policiais antes de alcançar o prédio diplomático, em um cenário de tensão e tentativa de disciplinar a movimentação das ruas.

Na Tunísia, manifestantes se reuniram na Av. Habib Bourguiba, na capital Tunis, para prestar solidariedade ao Irã diante da ofensiva ianque-sionista. Os protestos ocorreram na primeira semana de março, com cerca de 100 pessoas que pediam o fim da agressão à nação iraniana e agitavam bandeiras iranianas e palestinas, e exibiam retratos do falecido Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Isso aconteceu no mesmo período em que o governo tunisiano passou a perseguir ativistas que iam para Gaza na Flotilha no outono.

No Paquistão, uma multidão se concentrou em frente ao consulado do EUA, na cidade de Karachi, e tentou invadi-lo. Visando proteger os interesses ianques, a polícia paquistanesa disparou contra manifestantes, matando pelo menos dez pessoas e ferindo outras 60. Protestos eclodiram também em outras cidades do país, como Guilguite-Baltistão, Laore e Islamabade, resultando, ao todo, na morte de pelo menos 24 pessoas entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março. O Exército foi chamado e convocou-se um toque de recolher para tentar frear o apoio ao Irã.

Em Bagdá, no Iraque, centenas de manifestantes tentaram invadir a embaixada do EUA nos dias 1 e 2 de março, mas foram impedidos pela segurança do local de adentrarem na chamada “Zona Verde”. A ocupação ianque no Iraque causou ainda mais revolta na população após o assassinato de Ali Khamenei, as massas locais exigiam a retirada de tropas ianques do país.

No Iêmen, em Sanaa, mais de um milhão de pessoas ocuparam as ruas em protesto contra a agressão ao Irã. No dia 1 de março, diversos iemenitas se reuniram na praça Al-Sabeen, em um ato de solidariedade e apoio à Resistência Iraniana. O Conselho Político Supremo do movimento Ansarullah ainda afirmou que “essa agressão constitui um crime grave plenamente

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