Investigação aponta envolvimento de 13 agentes da polícia em roubo de grande carga de drogas

Treze agentes policiais do velho Estado estão sendo acusados e investigados pelo roubo de cargas que somam ao todo mais de 700 quilos de crack e cocaína. Os roubos aconteceram entre agosto e outubro de 2024, em Paranaguá e Campo Largo. Até agora, três roubos e uma tentativa vieram à tona, e demonstram a ligação íntima entre os bandidos fardados e os grupos paramilitares, evidenciando uma complexa cadeia de enriquecimento e influência, através de ações escusas dentro do velho Estado.

Em agosto de 2024, o delegado da polícia civil do Paraná (PCPR), Tiago José Wladyka, e mais 3 agentes da PCPR, José Paulo Pinheiro, Fernando Gonçalves e Samuel Lima, roubaram mais de 400 quilos de cocaína e alguns pés de maconha em uma abordagem falsa em Paranaguá. Já em outubro de 2025, 3 policiais das Rotas Ostensivas Tático Móvel (ROTAM), os cabos Jonas Ferreira, Lincoln Zelunziaki e o soldado Patrick Fonseca, com ajuda de mais dois policiais, sendo um da Polícia Civil e o outro da Polícia Penal (PPPR), os quais são irmãos e também parentes do cabo Jonas, roubaram mais de 300 quilos de crack e cinco fuzis, carga ilegal transportada em caminhão na BR-277 em Campo Largo.

Quando confrontados, os policiais apresentaram somente 30 quilos da droga e dois fuzis na delegacia. O terceiro roubo, na soma em questão, ocorreu em agosto de 2025 em Campo Largo, e foi executado por quatro policiais militares do 13º BPM de Curitiba, que, utilizando uma viatura e um carro comum, contrabandearam drogas do Paraguai. Para se deslocarem para Campo Largo, usaram da desculpa de estarem ajudando uma mulher que teria sido agredida pelo namorado e pedido para ser levada até a casa de sua mãe. Após análises de câmeras da região e do GPS da viatura, a versão dos policiais foi invalidada.

Os casos se somam à imensa gama de outros casos que comprovam a indesligável relação entre o velho estado, os grupos paramiltares e o tráfico de drogas, que dependem da sua conivência, facilitação e influência para operar em todo Brasil. Essa mesma tribuna relata diversos exemplos. No Amazonas, militares usavam aviões da FAB para transportar drogas, no Rio Grande do Sul, agente penitenciário foi preso por tráfico de drogas em Palmeira das Missões, na Paraíba, um guarda municipal é suspeito de liderar tráfico de drogas no interior do estado. A mesma relação é explicitada pelo editorial a respeito da maior chacina da história recente do país.

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