Ataques de entidade nazi-sionista em Israel resultam na morte de jornalistas no Líbano

No último sábado, dia 28 de março, forças israelenses realizaram um bombardeio seletivo contra um veículo civil na região de Jezzine, no sul do Líbano, matando três jornalistas: Fatima Ftouni, da Al Mayadeen; Ali Shoaib, correspondente da Al-Manar; e Mohamad Ftouni, irmão de Fatima e cinegrafista freelancer. O texto denuncia o ataque como um assassinato deliberado de profissionais que reportavam da linha de frente da Resistência, rejeitando classificações como “erro” ou “dano colateral”.

O governo libanês condenou o incidente perante as Nações Unidas como violação do direito internacional humanitário, que protege jornalistas em zonas de guerra. O exército sionista admitiu o ataque, mas o justificou acusando as vítimas de serem membros da inteligência do Hezbollah – alegação negada categoricamente pelo grupo, que a chamou de tentativa de esquivar responsabilidade.

Fatima Ftouni era uma repórter corajosa, conhecida por coberturas em áreas ocupadas; 25 dias antes, ela havia reportado a morte de sete familiares em bombardeio israelense, demonstrando sua conexão pessoal com o conflito. Ali Shoaib, ícone da Al-Manar, foi descrito como “lenda” e “frente midiática” por acompanhar a Resistência desde 2000. Mohamad Ftouni registrava os eventos com sua câmera, compartilhando o compromisso da irmã.

Recente assassinato de outros jornalistas em Gaza

Pelo menos 11 palestinos, incluindo três jornalistas que documentavam o genocídio de civis, foram assassinados por “israel” em 21 de janeiro na Faixa de Gaza, durante o suposto cessar-fogo. Os jornalistas eram Abdul Raouf Shaat, Mohammed Salah Qashta e Anas Ghneim, atingidos por um ataque aéreo enquanto se deslocavam para registrar imagens de um campo de deslocados em Netzarim, na Cidade de Gaza. Dois meninos de 13 anos também morreram, um deles baleado por soldados ao buscar lenha; outro, Moatsem al-Sharafy, foi morto também a tiros.

O jornal AND entrevistou Tarek AlFarra, primo de Abdul Raouf Shaat, que descreveu o jornalista como “corajoso, sorridende, amoroso, gentil e amigável com familiares e amigos e adorado por todos aos seu redor”. Sobre a sua trajetória no jornalismo, Tarek afirmou que “ele começou sua carreira com uma pequena câmera, tirando fotos aqui e ali pela cidade, e depois trabalhou para alguns canais de notícias documentando a situação em Gaza. Com o tempo, ele trabalhou para a mídia internacional e ficou mais conhecido durante a guerra”.

O Sindicato dos Jornalistas Palestinos classificou a missão como “humanitária e jornalística”, patrocinada pelo Comitê de Socorro Egípcio, que coordena ajuda humanitária no território. O veículo, conhecido pelo Exército israelense, ficou carbonizado, conforme vídeos nas redes sociais mostram destroços fumegantes e objetos espalhados. Os corpos foram levados aos hospitais al-Shifa (Cidade de Gaza) e dos Mártires de al-Aqsa (Deir al-Balah). Shaat colaborava com a Agence France-Presse como fotógrafo e cinegrafista.

Ao ser perguntado, à época, como a família reagiu à notícia do assassinato de Abdul, Tarek respondeu que: “foi um momento de grande choque e profunda tristeza para eles. E como aconteceu durante o cessar-fogo e ele havia casado apenas duas semanas antes de seu martírio, a notícia foi devastadora”.

Jornalistas como alvos do genocídio sionista

Desde o início da intensificação do genocídio em 7 de outubro de 2023,  cerca de 260 profissionais da imprensa foram assassinados em Gaza, segundo o Sindicato dos Jornalistas Palestinos — mais que a soma de sete grandes conflitos históricos, como as duas guerras mundiais, a Guerra Civil Americana, Síria, Vietnã (com Camboja e Laos), Iugoslávia e Ucrânia (dados do Memorial Freedom Forum e CPJ). Uma pesquisa da Universidade de Brown chama o conflito de “o pior de todos os tempos para repórteres”.

Em janeiro de 2026, o Comitê de Liberdades do Sindicato dos Jornalistas Palestinos (PJS) registrou uma escalada grave nas violações contra jornalistas palestinos, com três mortes durante o exercício da profissão na Faixa de Gaza, sete prisões (incluindo detenções administrativas), seis disparos com munição real e oito ameaças com armas de fogo. Outras agressões incluíram 42 casos de detenção e impedimento do trabalho jornalístico – o número mais alto –, 21 lançamentos de bombas de som e gás lacrimogêneo (causando asfixia), três espancamentos físicos, quatro agressões de colonos e sete confisco/destruição de equipamentos.

O relatório ainda destaca ataques sistemáticos a instituições da imprensa, com dois fechamentos de veículos de comunicação, duas multas e quatro decisões judiciais injustas, refletindo repressão em campo, legal e econômica para obstruir a cobertura de incursões militares e violações. Mohammad Al-Lahham, presidente do Comitê, denuncia uma “escalada grave e sistemática” pela ocupação, visando silenciar a verdade em um ambiente perigoso para os jornalistas.

O desespero da besta sionista em meio ao isolamento completo na opinião pública 

A entidade sionista, diante de sua bancarrota e isolamento absoluto na opinião pública, vem assassinando, sistematicamente, jornalistas que realizem a cobertura tanto do genocídio perpretado contra a população civil em Gaza quanto das suas derrotas militares sofridas em decorrência da ação consciente do eixo da resistência. 

O assassinato deliberado de jornalistas e civis, crime de guerra previsto tanto no conjunto de normas do Direito Internacional Humanitário quanto na Convenção de Genebra, é parte da tática do Estado nazi-sionista de Israel de silenciar toda a imprensa que não esteja, em sua cobertura, completamente agachada ao seu projeto colonial expansionista. 

A resistência iraniana, juntamente com o Hezbollah, os Houthis e demais grupos de resistência, têm fragorosamente derrotado a coalização entre o imperialismo ianque e a entidade sionista, através de ofensivas conjuntas e regulares contra diversas regiões de “Israel”, além de ataques a bases militares ianques no Oriente Médio e o próprio fechamento do Estreito de Ormuz, um imbróglio sem precedentes que tem deixado o canibal Trump sem opções à mesa. Tal situação é a que explica o desespero de Netanyahu em sua fracassada sanha de afogar em sangue a resistência e a imprensa democrática na região.

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