
A ex-ministra argentina Patricia Bullrich criticou a condução do caso envolvendo a advogada Agostina Páez, após a autorização da Justiça brasileira para que ela deixasse o país. A declaração ocorreu depois que a ré retornou à Argentina, onde foi recebida pela aliada do presidente Javier Milei.
Segundo Bullrich, o caso foi marcado por “negociações obscuras” e “interferências oportunistas”. A ex-ministra criticou publicamente o andamento do processo criminal por racismo e injúria racial no Brasil.
A fala ocorre após decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que autorizou a retirada da monitoração eletrônica da advogada e liberou sua saída do país.
Contexto do caso de racismo no Rio
A advogada argentina foi indiciada em janeiro de 2026, após ser filmada imitando gestos de macaco contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Para deixar o Brasil, a ré realizou o pagamento de uma caução no valor de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos.
A decisão judicial também revogou medidas cautelares, como:
- Uso de tornozeleira eletrônica
- Retenção do passaporte
De acordo com a Justiça, a fase de instrução e coleta de provas já havia sido concluída, o que permitiu a flexibilização das medidas.
O que diz a defesa e a própria advogada
Já em território argentino, Agostina Páez declarou à imprensa local que a legislação brasileira sobre injúria racial é “muito severa”.
A defesa afirmou que a cliente reconhece ter agido de forma inadequada e buscou reparar o erro, mas destacou que o sistema de Justiça não deveria ser influenciado pelo clamor popular.
Processo segue mesmo com ré fora do Brasil
Apesar da saída do país, o processo continua tramitando no Brasil.
Segundo o entendimento jurídico apresentado, tratados de extradição entre Brasil e Argentina permitem, em tese, a aplicação da lei penal mesmo com a ré no exterior.
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