Juíza de Niterói falece aos 34 anos durante tratamento de fertilidade

Na última quarta-feira (6), a juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, faleceu, provocando grande comoção no setor jurídico. Natural de Niterói, ela exercia sua função no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e perdeu a vida em decorrência de complicações após um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro, realizado em uma clínica de reprodução assistida localizada em Mogi das Cruzes.

As autoridades policiais registraram o ocorrido como:

  • morte suspeita
  • e morte acidental

A investigação está sendo conduzida pelas autoridades do estado de São Paulo.


Luto oficial de três dias decretado pelo Tribunal

Após a confirmação do falecimento, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu decretar luto oficial por três dias.

As bandeiras nos prédios do Tribunal e do Palácio da Justiça foram hasteadas a meio-mastro.

Em comunicado, o TJRS expressou seu pesar pela perda da magistrada e ressaltou sua dedicação profissional durante sua carreira no Judiciário gaúcho.

“É com grande tristeza que os magistrados e servidores do Tribunal de Justiça do RS recebem a notícia sobre o falecimento da Juíza Mariana Francisco Ferreira, da Comarca de Sapiranga, ocorrido nesta quarta-feira (6/5). Com apenas 34 anos, ela foi vítima de complicações resultantes de um procedimento cirúrgico.

Nascida em Niterói (RJ), Mariana ingressou no Poder Judiciário gaúcho em 12 de dezembro de 2023, sendo designada para a 1ª Vara Judicial da Comarca de Parobé. Desde sua adolescência, sonhava em se tornar Juíza de Direito e começou sua preparação para isso em 2018, cinco anos antes de prestar concurso. Em 2025, atuou no Juizado da 1ª Vara Regional de Garantias em Porto Alegre e depois na 1ª e 2ª Vara Criminal em São Luiz Gonzaga, até ser transferida para o Juizado da Vara Criminal de Sapiranga em fevereiro deste ano.

A Juíza-Corregedora Viviane Castaldello Busatto elogiou o trabalho da colega: “A despedida da magistrada Mariana Francisco Ferreira é marcada pela tristeza. Sua passagem pelo TJRS foi marcada pelo zelo na análise das causas e pelo comprometimento com as decisões judiciais. Neste momento difícil, enviamos nossas condolências aos familiares e amigos, certos de que seu legado permanecerá conosco.”

O Presidente do TJRS, Desembargador Eduardo Uhlein, formalizou o luto oficial por três dias e determinou que as bandeiras sejam mantidas a meio-mastro. Informações sobre cerimônias fúnebres ainda não foram divulgadas.”


Juíza nascida em Niterói realizou sonho juvenil

Mariana nasceu em Niterói em 1991 e iniciou sua trajetória acadêmica na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das mais renomadas do Brasil. Ela fez parte do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul desde dezembro de 2023.

A magistrada sempre manifestou desde jovem o desejo de se tornar juíza.

Iniciando sua preparação para concursos em 2018, ela ocupou seu primeiro cargo na 1ª Vara Judicial da Comarca de Parobé.

Durante sua breve carreira, também atuou:

  • na cidade de Porto Alegre
  • em São Luiz Gonzaga
  • e mais recentemente na Comarca de Sapiranga

, onde esteve desde fevereiro deste ano.


Coleta realizada em clínica especializada

No boletim policial consta que Mariana passou por um procedimento para coleta de óvulos na manhã da segunda-feira (4) em uma clínica voltada à fertilização assistida.

Apos receber alta hospitalar, ela retornou para casa mas começou a sentir:

  • dores intensas
  • sintomas severos relacionados ao frio
  • e agravamento dos seus sintomas clínicos.

Diante dessa piora no quadro clínico, a juíza voltou à clínica ainda na mesma manhã.

Ela foi então transferida para uma maternidade local onde foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No dia subsequente, Mariana foi submetida a uma cirurgia; contudo, seu estado se deteriorou gravemente.


Investigação sobre as circunstâncias do falecimento

A investigação continua ativa.

A polícia está apurando:

  • se houve complicações associadas ao procedimento cirúrgico
  • ou se houve falhas no atendimento médico prestado à paciente.

No momento, não há uma conclusão oficial acerca das causas que levaram ao falecimento.


Clínica declara ter seguido protocolos emergenciais

A clínica Invitro Reprodução Assistida divulgou um comunicado afirmando que:

  • implementou imediatamente todos os protocolos técnicos exigidos
  • prestou atendimento emergencial adequado à situação dela
  • e organizou o transporte hospitalar necessário para a paciente.

A instituição também enfatizou que:

“todo procedimento médico envolve riscos naturais e possíveis intercorrências”.

A clínica assegurou que está colaborando com as investigações das autoridades competentes e expressou suas condolências aos familiares e amigos da juíza falecida.


Tragédia provoca reações entre colegas e comunidade jurídica

A prematura morte da juíza gerou expressões públicas de pesar entre seus colegas e membros do Judiciário, assim como entre aqueles que estavam próximos dela.

Niterói também sentiu o impacto da notícia; moradores e profissionais jurídicos locais mostraram solidariedade principalmente devido à notável trajetória construída por Mariana no Judiciário gaúcho.