Mexicanos se unem em apoio à LCP em mobilização continental anti-imperialista

Durante a Jornada Continental de Luta em Nossa América, promovida pela Liga Anti-imperialista Internacional (LAI), diversas organizações democráticas e revolucionárias no México expressaram apoio à Liga dos Camponeses Pobres (LCP) e à Revolução Agrária que acontece no país. A informação foi divulgada pelo portal mexicano Sol Rojo, que enfatizou a solidariedade à luta camponesa no Brasil como parte das ações contra colonialismo e imperialismo.

“Viva a Liga dos Camponeses Pobres do Brasil!”, “Fora ianques da América Latina!” e “Lutar pela libertação nacional!” foram algumas das frases entoadas durante o ato de apoio, que ocorreu entre 12 e 27 de outubro como parte da campanha continental organizada pela LAI.

Essa manifestação faz parte de uma série de atividades coordenadas pela Frente do Povo – Sol Rojo e pelo Comitê Promotor da LAI no México. No dia 17 de outubro, um encontro político foi realizado em Oaxaca, contando com a presença do Movimento Estudantil Popular (MEP), das Brigadas Juvenis do Povo (BJP), da Corrente dos Trabalhadores da Educação Conscientes de Classe (COCLATE) e da Frente Popular 14 de Junho, entre outras entidades.

Durante o encontro, os participantes debateram questões como a espoliação, militarização e interferência imperialista na América Latina. Segundo informações da LAI, o evento também discutiu a situação política no Brasil e finalizou com palavras de ordem em apoio à LCP, demonstrando solidariedade aos camponeses que enfrentam campanhas de criminalização e ameaças por parte da extrema direita.

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A solidariedade internacional surge em um contexto onde as investidas contra as áreas camponesas em Rondônia continuam intensas. Em uma declaração feita em 19 de outubro, a LCP reiterou que as ameaças e perseguições não conseguirão interromper o avanço da Revolução Agrária, especialmente após episódios de intimidação por parte do ex-comandante-geral da Polícia Militar de Rondônia, Régis Braguin, às vésperas de uma assembleia com representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A Jornada Continental foi iniciada em 12 de outubro para denunciar o aumento da intervenção imperialista ianque na América Latina, marcando essa data como um símbolo da resistência dos povos originários contra a colonização. O evento incluiu manifestações, debates e ações políticas em vários países para promover uma campanha anti-imperialista duradoura ao longo do continente.

Dessa forma, a manifestação realizada no México se soma às ações internacionalistas em apoio à luta pela terra no Brasil, associando a resistência dos camponeses pobres à luta contra a intervenção imperialista na região.

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