Funcionários da Caixa são investigados por fraudes com empréstimos consignados em Pernambuco

Operação da Polícia Federal apura esquema que causou prejuízo superior a R$ 400 mil a clientes no Agreste do Estado.

Funcionários da Caixa Econômica Federal são suspeitos de participação em um esquema de fraudes bancárias a partir de empréstimos consignados no interior de Pernambuco. A Polícia Federal deflagrou uma operação, na quarta-feira (21), para cumprir mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens e ativos financeiros. 

Segundo a PF, o esquema é caracterizado pela abertura de contas bancárias com documentação falsificada, criação indevida de senhas de acesso e movimentação dos recursos em benefício de terceiros.

Um funcionário da Caixa Econômica Federal, com a participação de um funcionário de um correspondente bancário, simulava empréstimos fraudulentos em detrimento de clientes da instituição. A Caixa tomou conhecimento dessas fraudes por meio de contestações das próprias vítimas e comunicou o fato à Polícia Federal“, explicou o delegado federal Jean Galindo. 

Verificou-se a participação de funcionários tanto da Caixa quanto do correspondente bancário, além da transferência de valores das contas dos clientes para contas de terceiros, visando a ocultação do verdadeiro destinatário desses recursos”, completou. 

PREJUÍZO ESTIMADO EM MAIS DE R$ 400 MIL

O prejuízo às vítimas é estimado em mais de R$ 400 mil. A Justiça Federal autorizou o sequestro e bloqueio de bens e ativos financeiros dos suspeitos para ressarcimento das vítimas. 

A operação Senha Remota, como está sendo chamada, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Gravatá e Sairé, ambos no Agreste. Todos foram expedidos pela 31ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Caruaru. 

As diligências têm como finalidade a apreensão de evidências digitais e documentais, como aparelhos celulares, computadores, comprovantes bancários e registros de transações eletrônicas utilizados na execução das fraudes“, disse a PF, em nota. 

Os investigados podem responder pelos crimes de estelionato majorado, falsidade documental, inserção de dados falsos em sistema bancário, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

 

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