Aluna do colégio Cruzeiro revela nomes em lista de conotação sexual

Uma situação alarmante ocorreu com uma estudante de 14 anos do Colégio Cruzeiro, localizado em Jacarepaguá, após uma simples pesquisa entre amigas. Ao procurar seu nome completo no Google, a jovem encontrou uma lista online que categorizava alunas da escola de maneira sexualizada e depreciativa. Conforme relato da mãe ao G1, a adolescente estava realizando uma busca casual quando se deparou com o material. A mãe descreveu a reação da filha como de “raiva e incredulidade”, sem entender quem poderia ter elaborado tal lista.

Essa estudante é parte de um grupo de 65 adolescentes do 9º ano, cuja faixa etária varia de 14 a 15 anos, cujos nomes foram listados na publicação. A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) está conduzindo investigações para descobrir quem são os responsáveis pela criação e pela disseminação desse conteúdo.

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No dia 9 de novembro, a adolescente compareceu à delegacia para prestar depoimento, acompanhada por outras seis vítimas. A mãe mencionou que sua filha fez questão de colaborar ativamente com as investigações, na esperança de identificar os autores do conteúdo ofensivo.

A gravidade do caso aumenta para a família pelo fato de que a lista está acessível na internet. Segundo a mãe, além dos primeiros nomes, os sobrenomes das adolescentes também começaram a ser amplamente compartilhados, o que eleva ainda mais o nível de exposição. Ela comparou essa situação aos antigos “rankings” feitos nas escolas, mas ressaltou que a rapidez e abrangência das redes sociais potencializam os estragos causados às vítimas.

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Os indivíduos sob investigação são menores de idade e podem ser responsabilizados por atos infracionais que correspondem aos crimes de injúria, difamação e submeter adolescentes ao constrangimento ou vexame. A Polícia Civil também examina se houve outras ações, como violência psicológica ou ameaças.

Em comunicado oficial, o Colégio Cruzeiro informou que tomou providências legais ao registrar um boletim de ocorrência, solicitou a remoção do conteúdo da plataforma onde foi publicado e comunicou as famílias das alunas afetadas. Além disso, iniciou um atendimento às estudantes e seus responsáveis.

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