Jose Dávila construiu uma galeria carioca no México antes de estrear no RJ

Alexandre Roesler, Marcos Chaves, Nara Roesler, Jose Dávila e Raul MourãoMurillo Tinoco/Divulgação
Henrique Lanat e Guilherme AlmeidaMurillo Tinoco/Divulgação
Jose Dávila e Ana Cristina CarvalhoMurillo Tinoco/Divulgação
Frederico Ferrer e Alessandra De Blasi com ErnestoMurillo Tinoco/Divulgação
José Roberto Sampaio e Monica MarujoMurillo Tinoco/Divulgação
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Fernanda Gomes e Jose DávilaMurillo Tinoco/Divulgação
Alexandre Roesler e Christiane LaclauMurillo Tinoco/Divulgação
Jose Dávila, Luiz Chrysostomo, Rosa Moreira e Alexandre RoeslerMurillo Tinoco/Divulgação
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Maria Claudia Carvalho, Raquel Moreira, Camilla Bloisa, Jose Dávila e Sandra MartinsMurillo Tinoco/Divulgação
Jose Dávila e Vik MunizMurillo Tinoco/Divulgação
Ricardo Rego e Nara RoeslerMurillo Tinoco/Divulgação
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Maria Paula de Vincenzi, Nara Roesler e Rosa MoreiraMurillo Tinoco/Divulgação
Renata Castro, Alexandre Roesler e Ricardo RegoMurillo Tinoco/Divulgação
Jose DávilaMurillo Tinoco/Divulgação
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Antes de fazer a primeira exposição no Rio, o mexicano Jose Dávila reproduziu, em tamanho real, o espaço da galeria Nara Roesler dentro de seu ateliê, em Guadalajara: criou protótipos e estudou milimetricamente a posição de cada obra. E, claro, com tamanho perfeccionismo, tudo se encaixou para a abertura, nessa quinta (10/09), com sua “Natural Forms”.

São oito esculturas inéditas, todas criadas para a galeria, além de uma pintura nunca mostrada no país. Mármore travertino, concreto, metal, vidro, madeira, bronze e pedras encontradas na paisagem são apoiados, aproximados e equilibrados com o mínimo de interferência, dando aquela impressão se está tudo perfeitamente calculado ou prestes a despencar.

Relaxa. Dávila estuda há mais de 20 anos a relação entre peso, massa, volume, tensão e equilíbrio. “Todos os elementos das esculturas trabalham uns contra os outros: contra a gravidade e contra o peso das pedras”, explicou o artista sobre o processo.

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O artista mexicano é formado em arquitetura e sua ligação com o Brasil também passa pelo paisagismo e, sobretudo, pelo neoconcretismo carioca como em Lygia Clark, Lygia Pape, Amílcar de Castro e Franz Weissmann.

“Tento fazer as mesmas perguntas que os artistas que assinaram o Manifesto Neoconcreto: como levar uma intuição orgânica, sutil e suave à forma geométrica com materiais industrializados?”, conta. É sua 2ª individual no Brasil, depois de “Um pirata, um poeta, um peão e um rei”, na Nara Roesler em São Paulo, em 2023. “Expor no Brasil é sempre significativo, pois a arte, a arquitetura e o paisagismo do país me influenciaram muito e estão inerentemente presentes em minha obra”, afirma.

Seus trabalhos estão em coleções como as do Guggenheim, do Centro Georges Pompidou, do Reina Sofía, do MALBA e Inhotim. Como visto, artista de prestígio em pé. A mostra fica em cartaz até 8 de novembro.

 

 

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