Cerca de 11 mil trabalhadores portuários participaram de uma greve de advertência de 48 horas nos portos de Hamburgo, Bremen, Bremerhaven, Wilhelmshaven, Emden e Brake, no norte da Alemanha. A paralisação ocorreu durante a negociação do novo acordo coletivo da categoria e foi acompanhada por manifestações dos operários. Segundo informou o portal alemão Dem Volke Dienen, posteriormente repercutido por O Arauto Vermelho, a Liga Vermelha realizou ações de apoio à greve.
Os portuários haviam rejeitado, por ampla maioria, a proposta apresentada pela Associação Central dos Portos Marítimos Alemães (ZDS, na sigla em alemão), que ofereceu reajuste de 5,1% para um acordo com duração de 18 meses. Os trabalhadores mantêm a exigência de 8,2% de aumento salarial, com acréscimo mínimo de 2,50 euros por hora, e vigência de apenas 12 meses.

Durante as 48 horas de paralisação, ocorreram concentrações e outras ações nos portos atingidos. Em Bremerhaven, a Liga Vermelha participou de uma mobilização com uma faixa em que se lia: “Só quem luta pode vencer! Vitória para a greve!”. Em Bremen, outra faixa de apoio à luta dos portuários foi instalada no acesso central ao centro de transporte de cargas.
A greve voltou a interromper atividades em alguns dos principais portos marítimos alemães, mantendo a pressão sobre os patrões durante as negociações salariais. Ao recusarem a proposta de reajuste abaixo de sua reivindicação e cruzarem os braços durante dois dias, os portuários sustentaram a exigência apresentada pela categoria e levaram a disputa para os próprios locais de trabalho.


