Revolucionários de Hull, Leeds, Liverpool, Manchester, Cambridge, Newcastle, Bristol e Londres realizaram uma campanha coordenada pela reconstituição do Partido Comunista da Grã-Bretanha (PCGB – ou CPGB, na sigla em inglês), acompanhada da publicação de uma declaração conjunta intitulada “Unir-se e retomar o caminho revolucionário!”. O documento e o balanço das ações foram publicados pelo Red-Flag News em 30 de agosto e repercutidos por O Arauto Vermelho.
A campanha coincidiu com os 106 anos da fundação do PCGB, fundado em 31 de julho de 1920 a partir da unificação de setores avançados do movimento operário britânico. Para os signatários, porém, o Partido deixou de cumprir seu papel revolucionário quando o revisionismo se impôs em suas fileiras; por isso, embora diferentes organizações ainda utilizem o nome “comunista”, a classe operária britânica permanece sem um Partido revolucionário capaz de dirigir sua luta pela conquista do Poder.

Foi em torno dessa conclusão que grupos de revolucionários até então dispersos lançaram a campanha. Cartazes e materiais foram distribuídos em bairros proletários de várias cidades, enquanto inscrições como “Reconstituir o Partido Comunista” e “Viva a Guerra Popular” apareceram durante as ações. A declaração conjunta afirma que reconstituir a vanguarda revolucionária exige romper com o caminho eleitoral e reformista e avançar na unidade ideológica, política e organizativa dos comunistas sob o marxismo-leninismo-maoismo.

Mesmo dispersos em diferentes cidades, os revolucionários que assinam a declaração já atuam em sindicatos, organizações de defesa dos inquilinos, círculos de estudo estudantis e coletivos anti-imperialistas, onde participam das lutas concretas dos trabalhadores e da juventude. A dispersão entre essas forças, afirma o documento, impede hoje que essa atuação adquira uma direção centralizada e uma estratégia revolucionária comum.

Os revolucionários defendem, por isso, que a reconstituição deve ser forjada no próprio desenvolvimento da luta de classes, e não pela simples fusão administrativa de grupos existentes. Segundo a declaração, o Partido reconstituído deverá ser capaz tanto de resistir à repressão do Estado imperialista britânico quanto de dirigir as lutas de massas e preparar a Revolução Socialista.
Ao tratar das experiências internacionais, o balanço cita as Guerras Populares no Peru e nas Filipinas, onde os comunistas desenvolveram o processo de reconstituição ou constituição do Partido Comunista como condição para avançar no caminho da Guerra Popular. O documento afirma ainda que forças maoistas em outros países avançam no trabalho de superar a dispersão e reconstituir suas organizações de vanguarda. A declaração termina com as consignas: “Celebrar os 106 anos do PCGB! Reconstituir o Partido Comunista!”.


