
No dia 15 de maio, o artista conhecido como Versophilia, que é um fervoroso defensor das causas sociais e um ativo promotor da mídia democrática, teve seu perfil na rede social Instagram suspenso pela empresa de tecnologia Meta. Essa medida foi tomada logo após ele compartilhar duas postagens contundentes que criticavam o imperialismo dos Estados Unidos.
Arte comprometida em prol do povo
A produção artística de Versophilia é influenciada pela rica tradição de agitação e propaganda, que se originou com a criação de cartazes pelos bolcheviques durante o período czarista na Rússia. Esse estilo se disseminou globalmente após a Revolução de Outubro em 1917. Desde o ano anterior, ele tem se manifestado claramente a favor da Revolução Agrária no Brasil, da Resistência Nacional Palestina e da Resistência Nacional Iraniana, entre outras causas populares, disponibilizando suas obras na loja da AND.
<p“Há bastante tempo venho compartilhando versos e promovendo mobilizações através das minhas postagens. Recentemente, minha abordagem se tornou mais direta e combativa. Na semana passada, tratei de assuntos 'delicados' para quem decidiu excluir minha conta. Abordei temas como anti-imperialismo, luta pela terra e violência policial. Minhas publicações estavam desafiando as barreiras existentes”, declarou o artista em uma entrevista à AND.
Versophilia destacou também que não recebeu nenhuma explicação do Instagram sobre sua censura, mas tem plena consciência dos motivos: “Quando falamos sobre temas como anti-imperialismo, anti-sionismo e luta pela terra, ou temos nossos posts removidos ou nossas contas excluídas. Não sou o único passando por isso; sou apenas mais um entre muitos. […] O Instagram e o TikTok estão cheios de vídeos violentos e conteúdos impróprios, mas eles só se preocupam com ativismo.”
<pApós a exclusão de sua conta original, o artista criou um novo perfil nas redes sociais, que foi eliminado quase imediatamente. No entanto, ele mantém uma postura resiliente: “[é necessário] erguer a cabeça, sacudir a poeira e seguir em frente. A censura vai continuar ocorrendo. Precisamos abordar esses temas sensíveis com ainda mais profundidade. Se me excluírem novamente, criarei outra conta! Se acham que eu vou desistir, estão enganados!”
A experiência de Versophilia não é única; ela se insere em um contexto maior de censura que atingiu outros casos semelhantes, incluindo o portal de notícias The Cradle, as contas do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Laranjeira do Sul e da Universidade Federal da Grande Dourados, além do jornal A Nova Democracia no YouTube, do ativista internacional Thiago Ávila, do comunicador Breno Altman e do sociólogo Thiago Torres.
Um elemento comum une todos esses episódios de censura: ocorreram após postagens incisivas sobre questões relacionadas à luta pela terra, movimentos de libertação nacional ou críticas ao imperialismo e ao sionismo. Essa situação evidencia como as grandes empresas tecnológicas, apesar de seus discursos sobre “acessibilidade” e “democracia digital”, aplicam políticas rigorosas para silenciar qualquer conteúdo considerado uma ameaça ao status quo — que se revela cada vez mais reacionário e vinculado ao genocídio de povos lutando por suas terras no Brasil até os palestinos enfrentando atrocidades semelhantes às do holocausto perpetradas pelas forças nazistas-sionistas.
