Forças armadas peruanas atacam comunidade ticuna, resultando na morte de uma criança e no desaparecimento de três menores após incêndios em residências, relatam habitantes locais.

A comunidade indígena ticuna, localizada em Bellavista Callarú, na província de Mariscal Ramón Castilla, na região amazônica de Loreto, denunciou uma operação violenta realizada pelo Comando Unificado del Putumayo y Mariscal Ramón Castilla (PUMA). O evento ocorreu nos dias 14 e 15 de julho, sob a justificativa de “combater o narcotráfico” na área da tríplice fronteira entre Brasil e Colômbia. A ação resultou na morte de uma criança, ferimentos em moradores, incêndios em residências e o desaparecimento de três menores. As reclamações foram feitas por lideranças comunitárias, incluindo o prefeito Desiderio Flores, que acusaram as forças repressivas de invasão ao território e disparos contra a população local.

Desiderio Flores utilizou as redes sociais para relatar que os militares invadiram a área indígena e atacaram os moradores. Em suas declarações, ele afirmou: “O Exército está matando meu povo; uma criança foi morta. Não somos criminosos; somos indígenas que cuidam da fronteira.” O prefeito também apontou que o incidente reflete o histórico abandono dos serviços essenciais como saúde, educação e segurança na comunidade.

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