
Daniel Lancaster, filho de ex-deputado estadual, teve empresa investigada pela PF durante operação que apura fraudes em licitações; caso acabou arquivado pelo MPF
A investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de corrupção em contratos de material escolar colocou o empresário Daniel Lancaster entre os alvos da Operação Coffee Break. Filho do ex-deputado estadual Gil Lancaster, ele foi apontado pelos investigadores como possível operador financeiro de empresas utilizadas para movimentação de recursos ligados à Life Tecnologia.
Segundo a PF, o esquema liderado pelo empresário André Mariano movimentou aproximadamente R$ 111 milhões em contratos suspeitos firmados com quatro municípios paulistas. A investigação descreve um modelo de fraude em licitações, direcionamento de contratos e lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada controladas por doleiros.
Daniel Lancaster teve o sigilo telemático quebrado, foi alvo de busca e apreensão em Barueri e viu uma de suas empresas sofrer bloqueio judicial de R$ 187 mil. Conforme a Polícia Federal, contas vinculadas ao empresário teriam sido indicadas para o recebimento de recursos provenientes do esquema.
O empresário também ocupou cargos comissionados na Prefeitura de Cajamar entre 2019 e 2020 e posteriormente assumiu a presidência do diretório municipal do PP em Barueri, participando da campanha eleitoral de Gil Arantes em 2024.
Apesar das medidas cautelares adotadas durante as investigações, a 10ª Vara Criminal Federal de São Paulo determinou, no fim de março de 2026, o arquivamento do inquérito contra Daniel Lancaster após manifestação favorável do Ministério Público Federal.
Segundo a Polícia Federal, o grupo criminoso atuava desde 2021 utilizando um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro, com pagamentos de propina a agentes públicos responsáveis pelo direcionamento de licitações e liberação de recursos públicos.
