No dia 28 de abril, a Liga Anti-imperialista Internacional (LAI) divulgou uma declaração política incisiva em homenagem ao 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário. O texto reforça a natureza combativa e classista dessa data emblemática, caracterizando-a como o “dia que infunde temor na burguesia”. A nota convoca trabalhadores, povos subjugados e movimentos sociais globalmente a se levantarem contra a exploração incessante do capitalismo imperialista, enfatizando o empobrecimento das condições de vida de mulheres e crianças devido aos baixos salários.
A LAI aponta que “os problemas de salários irrisórios, desemprego, precarização, migração forçada, guerra e pobreza” são imposições comuns da ordem capitalista-imperialista sobre a classe trabalhadora e os povos marginalizados. A organização destaca que as crises sempre recaem sobre aqueles que geram riqueza, enquanto um pequeno grupo de exploradores continua acumulando capital.
De Istambul a Kiev, passando por Gaza, Brasil, Chile e Colômbia, as demandas emergentes em várias partes do mundo possuem uma essência semelhante: “fim da exploração, igualdade e liberdade”. Para a LAI, o 1º de Maio symboliza a luta coletiva que une trabalhadores, camponeses, jovens e mulheres em uma rede internacional de resistência. A unidade entre a classe trabalhadora e os povos oprimidos deve se manifestar como “um só punho” na luta contra crises, guerras e repressão promovidas pelo sistema capitalista-imperialista.
“O Primeiro de Maio não é meramente uma data no calendário; é um dia de resistência em que o povo se mobiliza internacionalmente contra a exploração implacável do trabalho pelo sistema capitalista-imperialista, especialmente quando afeta mulheres e crianças com salários aviltantes. É um dia que provoca temor na burguesia.”
A nota responsabiliza o sistema capitalista-imperialista por arrastar as massas para condições cada vez mais desumanas. Em contraste com as celebrações oficiais promovidas por centrais sindicais oportunistas que buscam conciliação com o governo e os patrões, a LAI propõe “um chamado à luta coletiva pela transformação social e pela construção conjunta de um mundo justo e livre”.
Crises do Sistema e os Horrores das Guerras Imperialistas
A análise da organização sobre o cenário internacional revela que as crises provocadas pelo capitalismo ultrapassaram fronteiras nacionais. O documento menciona a guerra na Ucrânia, os massacres na Palestina e no Líbano, as disputas por recursos energéticos na Venezuela, além das agressões ao Irã como exemplos das atuais crises enfrentadas pelo sistema imperialista.
A LAI denuncia que as populações são as maiores vítimas desses conflitos, enfrentando deterioração nas condições de vida, deslocamentos forçados e mortes. Enquanto isso, guerras e intervenções são empregadas para contornar as crises financeiras. A organização observa ainda que o avanço do fascismo, nacionalismo e exclusão social são sinais claros da decomposição da antiga ordem.
“O ônus das crises sempre recai sobre os trabalhadores enquanto a acumulação de riqueza permanece nas mãos de um seleto grupo. As guerras injustas, flutuações econômicas e o crescimento do fascismo são evidências explícitas da podridão estrutural do sistema.”
A declaração enfatiza que não há espaço para neutralidade frente às agressões imperialistas e ocupações ilegais. A LAI faz um apelo à união dos operários globalmente para se organizarem em fábricas, locais de trabalho, comunidades e escolas visando fortalecer a luta contra a exploração imperialista.
Estabelecimento da LAI: Um Golpe Contra o Inimigo Comum
Essa declaração também celebra o sucesso do I Congresso Mundial da Liga Anti-imperialista Internacional realizado recentemente na Colômbia. O evento simbolizou a unificação da luta dos trabalhadores e dos povos subjugados em uma escala global. O congresso estabeleceu uma visão compartilhada em face das guerras imperialistas reacionárias, ocupações ilegais e sanções econômicas.
A delegação brasileira teve uma participação significativa com 17 organizações representadas, incluindo a Liga dos Camponeses Pobres (LCP), Liga Operária e Movimento Feminino Popular (MFP), tendo cobertura da AND. A presença desses grupos demonstra o comprometimento da LAI com as lutas operárias no Brasil. Representantes de países como Turquia, Chile, França e Alemanha também estiveram presentes consolidando uma ampla aliança contrária à conciliação entre classes.
“A perspectiva apresentada pelo Congresso Anti-imperialista nos impõe uma missão clara: ocupar nosso espaço na luta internacional e fortalecê-la.”
A LAI conclui sua convocação para o Primeiro de Maio ressaltando que a unidade internacional é essencial para uma transformação revolucionária duradoura. “Agora não é hora de ser apenas espectador; é momento de tomar partido e agir”, afirma.
Liga Operária Enfatiza Aliança entre Trabalhadores Rurais e Urbanos
Em sua própria declaração pelo 1º de Maio deste ano, a Liga Operária celebrou a fundação da LAI destacando a importância de unir lutas por melhores condições laborais com ações anti-imperialistas. A organização levantou slogans como “Fora ianques da América Latina!” e “Terra para quem nela trabalha!”. Além disso, defendeu a preparação para uma Greve Geral Nacional como resposta à crise atual.
“Este é o momento certo para aproveitarmos essa vitória para intensificar as mobilizações”, afirma o documento apontando pautas como “redução da jornada laboral para 36 horas semanais sem diminuição salarial”, revogação das reformas trabalhistas e previdenciárias além da defesa dos serviços públicos essenciais como saúde e educação.
No contexto brasileiro antiimperialista, foi declarado que os ianques estão direcionando suas atenções à América Latina enquanto avançam no controle sobre recursos naturais do país. “Enquanto nossas riquezas são praticamente entregues aos imperialistas por preços irrisórios nosso povo sofre com miséria”, diz a Liga Operária. Diante dessa situação crítica, conclama-se todos os setores sociais – proletariado, camponeses pobres até intelectuais – à união em prol da luta anti-imperialista defendendo interesses nacionais.
A declaração coloca ênfase na Revolução Agrária afirmando que atualmente travamos uma verdadeira batalha no campo brasileiro que é parte da histórica demanda popular por “terra para quem nela vive”. A Liga Operária acredita firmemente que defender essa luta é garantir soberania sobre território nacional frente aos interesses predatórios do latifúndio. Para eles,“a destruição do latifúndio através da aliança entre trabalhadores urbanos e rurais é fundamental na luta anti-imperialista no Brasil”.
Baixe aqui o boletim do 1º de maio 2026 da Liga Anti-imperialista Internacional (LAI) junto à Liga Operária:
