Os líderes da República Islâmica do Irã, juntamente com altos oficiais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), reafirmaram a solidariedade da nação em torno da resistência contra o imperialismo, especialmente em resposta à agressão perpetrada pelos Estados Unidos e seu aliado sionista, “Israel”. Eles advertiram que qualquer nova ofensiva será tratada de forma severa, comparando a retaliação a uma troca de “um olho por cabeça”. Essas declarações contundentes surgem após o ex-presidente Donald Trump e veículos de mídia vinculados ao imperialismo norte-americano alegarem uma suposta “divisão interna” no governo iraniano.
Os comandantes das forças aeroespaciais e navais do CGRI afirmaram ter “uma lista de alvos bem definidos” e que estão prontos para agir caso os EUA e “Israel” optem por intensificar suas hostilidades contra o Irã. Eles destacaram que a força para realizar ataques decisivos contra os inimigos é garantida pela união popular e pela coesão entre as autoridades.
O vice-presidente e líder da Organização para Otimização e Gestão Estratégica de Energia, Esmail Saghab Esfahani, alertou que a continuidade das agressões por parte dos EUA e de “Israel” poderá levar a uma revisão na estratégia militar do Irã: “Nossa abordagem inicial é ‘olho por olho’, mas se o inimigo cometer outro erro, nossa resposta será ‘olho por cabeça’.”
Em declarações conjuntas na plataforma X, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, o presidente do Parlamento, Mohammad Ghalibaf, e o chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Ejei, contestaram as afirmações de Donald Trump sobre setores “moderados” no Irã dispostos a ceder às exigências externas.
“Todos somos iranianos e revolucionários”, enfatizou Pezeshkian, ressaltando a unidade política, social e religiosa em torno da República Islâmica com o objetivo de fazer com que os agressores se arrependam. Ghalibaf expressou ideias semelhantes. Ejei foi contundente ao classificar Trump como um “desprezível presidente dos EUA”, sugerindo que ele deveria entender que “todos os grupos no Irã estão alinhados com nosso líder”, referindo-se ao líder supremo Mojtaba Khamenei.
Líder supremo exalta união nacional
Mojtaba Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irã, dirigiu-se ao povo iraniano elogiando a força da unidade nacional demonstrada em manifestações contínuas em apoio à resistência. Ele também fez um alerta sobre as táticas de guerra psicológica promovidas pelos EUA e seus aliados.
Khamenei afirmou que as insinuações dos líderes americanos sobre possíveis divisões entre as lideranças iranianas são meras estratégias destinadas a desestabilizar a coesão da resistência. Ele destacou: “As operações midiáticas do inimigo têm como alvo as mentalidades e a psique popular para minar nossa unidade e segurança nacional; não podemos permitir que esses planos malignos sejam bem-sucedidos”. O líder também observou que a verdadeira divisão está entre os adversários: “Graças à notável unidade entre os compatriotas, uma divisão ocorreu nas fileiras do inimigo”.
Estados Unidos intensificam ações piratas
Peter Hegseth, secretário de Guerra dos Estados Unidos (EUA), anunciou em coletiva de imprensa que o país está ampliando seu bloqueio naval contra embarcações comerciais iranianas. Ele confirmou o sequestro de dois navios no Estreito de Ormuz, próximo ao Mar do Irã. Em resposta, o Irã anunciou a apreensão de dois navios, um deles pertencente à entidade sionista de “Israel”.
Em uma franca admissão de pirataria, Hegseth revelou que além dos navios civis iranianos sequestrados, outros 33 barcos foram impedidos de navegar e obrigados a retornar aos seus portos. A marinha americana também confiscou dois navios com petróleo iraniano no Oceano Índico e anunciou planos para expandir suas operações globalmente.
Apesar das dificuldades econômicas impostas pelo bloqueio naval, os navios iranianos continuam desafiando essas restrições. Entre 13 e 21 de abril, foram exportados pelo menos 10,7 milhões de barris de petróleo, conforme dados da empresa Vortexa. Como resultado do aumento das hostilidades por parte da marinha americana e das respostas iranianas, o trânsito marítimo no Estreito de Ormuz caiu para apenas cinco embarcações em 24 horas.
