Adaptação de nota divulgada pela Revista Nova Aurora.
No dia 15 de abril, um intenso confronto ocorrido nas florestas de Saranda, no distrito de Singhbhum Ocidental, resultou em ferimentos para cinco paramilitares. O tiroteio aconteceu entre as forças do Estado indiano e os combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), que é liderado pelo Partido Comunista da Índia (Maoista).
Relatos de veículos da mídia conservadora, como o New Indian Express e o Republic World, indicam que os confrontos começaram por volta das 10 horas da manhã na área florestal de Babudera, sob a supervisão da unidade fascista de Chhota Nagra. O combate perdurou ao longo do dia, mesmo após o fechamento desta reportagem. Entre os paramilitares, houve confirmação de cinco feridos; em contrapartida, não foram registrados ferimentos ou baixas entre os revolucionários.
Fontes oficiais relataram que, devido à superioridade territorial e tática das forças maoistas na região, as tropas do Estado foram obrigadas a recuar. O superintendente de polícia Amit Renu admitiu a retirada dos paramilitares, afirmando que eles deixaram a área para se manter “fora de perigo”, o que evidencia a dificuldade em sustentar o embate.
Este incidente é o primeiro reconhecido publicamente pelo governo desde que o fascista Narendra Modi estabeleceu um prazo, em 31 de março, para supostamente eliminar a guerra popular no país – uma meta que, conforme demonstram os acontecimentos recentes, revelou-se falha.
Além disso, informações provenientes dos meios de comunicação dominantes apontam que o confronto envolveu um grupo sob a liderança do comunista procurado Misir Besra. Outras figuras importantes como Mochu, Sagen Angaria e Ashwin também estariam envolvidos na operação.
A polícia informou que uma força conjunta formada pelo Batalhão de Comandos para Ação Resoluta (CoBRA) da Força Policial da Reserva Central (CRPF), pela unidade Jharkhand Jaguar e pela polícia local estava realizando uma operação quando entrou em contato com o grupo maoista que transitava entre acampamentos na floresta.
Esse episódio ressalta mais uma vez as limitações da chamada “Operação Kagaar”, além das deficiências gerais da estratégia do Estado para sufocar a revolução. Embora tenha sido declarado como um objetivo alcançado no final de março, os eventos atuais contradizem essa alegação através da continuidade e intensidade das ações revolucionárias observadas no terreno.
