
A presença dos pinguins-de-magalhães nas praias da Costa Verde do Rio é um fenômeno sazonal. Entre os meses de maio e setembro, esses animais deixam sua habitat na Patagônia, localizada entre a Argentina e o Chile, para migrar ao longo da costa brasileira em busca de alimento e águas mais quentes durante o rigoroso inverno do extremo sul do continente.
+ Clique aqui para receber VEJA RIO em sua casa
No período dos últimos dois meses, foram documentadas 46 ocorrências em Angra dos Reis e Paraty, através do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Em Angra, 38 pinguins foram encontrados, dos quais 13 estavam vivos e 25 mortos. Em Paraty, foram registrados oito pinguins, com seis vivos e dois mortos.
Após percorrer longas distâncias, muitos pinguins que chegam às praias estão debilitados, desidratados e fatigados. Os jovens, que estão realizando sua primeira migração, enfrentam riscos ainda maiores. O desgaste da jornada, as correntes marítimas e até mesmo o contato com resíduos jogados ao mar podem complicar ainda mais sua situação.
Caso alguém encontre um pinguim, é recomendável não tocar ou alimentar o animal, nem tentar resfriá-lo ou devolvê-lo ao mar. O ideal é mantê-lo em um local seguro e sombreado, registrar a localização exata e entrar em contato com o PMP-BS pelo telefone 0800-999-5151, que é responsável pelo resgate e reabilitação dessas aves.
