No dia 10 de junho, grupos populares no México prestaram homenagem a Saúl Morales Hernández, carinhosamente chamado de “Chino Pelón” pelos militantes, marcando o quinto ano de sua morte.
O Periódico Mural divulgou trechos de um memorial organizado pelos membros do Sol Rojo, que ressaltou a trajetória de Saúl como um operário engajado, ativista sindical e defensor da imprensa popular. A publicação enfatizou seu compromisso diário com o legado de Saúl, transformando seu espaço em uma plataforma para os marginalizados e oprimidos.
Atuando na indústria de engarrafamento, Saúl foi um dos fundadores da Federação Intersindical na unidade de água purificada H2O. Ele se destacou na luta pela autonomia sindical, organizando uma greve efetiva junto aos colegas e solicitando o reconhecimento do sindicato às autoridades trabalhistas. Após ser demitido da direção sindical à qual pertencia, ele participou ativamente de um plantão no Zócalo da Cidade do México.
Mesmo diante da imposição de líderes sindicais aliados ao patronato e ao Estado, Saúl e seus companheiros persistiram na luta contra as demissões e continuaram sua mobilização clandestina dentro da fábrica, conforme descrito no memorial.
O documento também menciona sua solidariedade com as lutas dos trabalhadores da educação, saúde, coletores de lixo e pepenadores. Saúl foi ativo em várias mobilizações promovidas pela Intersindical, CNTE, normalistas e outras causas sociais no país.
Além disso, o memorial destaca a participação dele nas barricadas de Hacienda Blanca, ocorridas em 19 de junho de 2016, durante os confrontos com a Polícia Federal. O texto menciona que Saúl orientou jovens manifestantes enquanto enfrentava gás lacrimogêneo e defendia os movimentos populares em ação.
Ciente da importância de promover o programa da Revolução de Nova Democracia, Saúl também foi parte das atividades da Comissão de Imprensa e Propaganda. Ele esteve presente em marchas realizadas no Istmo, Oaxaca e na capital mexicana, frequentemente portando o Periódico Mural.
Ao final do memorial, é afirmado que Saúl Morales vive “no coração e nas lutas da classe operária e do povo”, com as palavras de ordem: “Honra e glória ao camarada Chino Pelón!” e “Viva a classe operária!”
