O xeique Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah, elogiou as recentes ações com drones realizadas pela Resistência Libanesa. Ele reafirmou que o movimento não irá se submeter ou desistir de suas armas, tratando a situação como um assunto exclusivo do Líbano e “inegociável”. Segundo Qassem, o país enfrenta uma agressão por parte dos Estados Unidos e da entidade sionista, que buscam impor seus planos relacionados ao “Grande Israel”.
“Independentemente do tempo que levar e da magnitude dos danos que possamos enfrentar, o custo é infinitamente menor do que a rendição”, declarou Qassem. Ele acrescentou que os combatentes da resistência transformarão o campo de batalha em um verdadeiro “inferno” para os inimigos e retaliarão a cada ato de agressão sionista.
A declaração ocorre em meio a novas violações do cessar-fogo estabelecido em 16 de abril. A entidade sionista voltou a bombardear áreas civis no sul do Líbano, resultando na morte de pelo menos seis civis em ataques aéreos, enquanto a Resistência Libanesa respondeu com operações direcionadas às tropas, veículos e posições militares sionistas.
Atos sionistas continuam a atingir civis
Conforme informações da agência nacional libanesa, um ataque noturno atingiu uma residência na cidade de Kfar Dounine, causando a morte de seis indivíduos e deixando sete feridos, que foram encaminhados para hospitais em Tiro. Além disso, unidades de artilharia sionista bombardearam as proximidades das cidades de Mansouri e Majdal Zoun, mas não há informações imediatas sobre possíveis vítimas.
O governo libanês reporta que desde 30 de abril, mais de 200 pessoas foram mortas por ações israelenses. Desde março, as forças sionistas já tiraram mais de 2.700 vidas, incluindo 180 crianças e 100 profissionais da saúde. O número total de feridos ultrapassa os 8 mil e cerca de 1,2 milhão de libaneses foram deslocados devido ao expansionismo colonial, o que representa aproximadamente 20% da população do país.
A repressão à imprensa também faz parte dessa estratégia bélica. Desde o início deste ano, 29 jornalistas foram mortos por ataques sionistas no Líbano. No dia 22 de abril, Amal Khalil foi assassinada em um ataque considerado crime de guerra tanto pela Repórteres Sem Fronteiras quanto pelo governo libanês.
A entidade sionista implementa uma chamada “linha amarela”, uma zona-tampão arbitrária que abrange mais de 130 cidades e vilarejos no sul do Líbano. Muitas famílias estão sendo impedidas de retornar às suas casas sob risco de novos massacres, reforçando uma política de deslocamento forçado semelhante àquela imposta na Faixa de Gaza.
Novas ordens de evacuação foram emitidas para moradores das localidades sul-libanesas como Arzoun, Tayr Debba, al-Bazouriyah e al-Hawsh. Em Deir Mimas, situada próxima ao rio Litani, explosivos plantados pelas forças sionistas danificaram uma estação de bombeamento solar destinada ao abastecimento de água potável à população.
Resistência age contra as violações da trégua
Diante das constantes violações ao cessar-fogo, a Resistência Libanesa tem reagido ativamente. Em 9 de maio, drones explosivos lançados pelo Hezbollah atingiram território ocupado e feriram gravemente um soldado reserva sionista. No dia anterior, a resistência havia reivindicado um ataque com mísseis avançados contra uma base militar localizada ao sul de Nahariya.
O Hezbollah destacou que tais ações são respostas às contínuas ofensas cometidas pelas forças sionistas contra o sul do Líbano e as áreas próximas a Beirute. Em outra operação bem-sucedida, um ataque aéreo com drones contra uma base militar no norte dos territórios ocupados resultou na morte de um soldado israelense e deixou outros feridos, aumentando o receio entre as autoridades israelenses acerca das capacidades crescentes da Resistência Libanesa em utilizar aeronaves não tripuladas.
Em comunicado oficial do Hezbollah, foi informado que combatentes realizaram 20 operações defensivas contra forças invasoras no sul do Líbano. As ofensivas incluíram ataques direcionados a concentrações militares sionistas nas localidades de al-Bayyadah, Rishaf e Tayr Harfa utilizando foguetes e artilharia. Em Rishaf, um tanque Merkava foi impactado diretamente; nas proximidades de Naqoura e na estrada para al-Bayyadah foram atacados veículos pesados como blindados Hummer e tratores militares D9.
No município de Taybe, os combatentes executaram um ataque coordenado com três drones explosivos direcionados a uma casa ocupada por soldados israelenses. O ataque causou baixas entre os inimigos e forçou a retirada dos feridos através de helicópteros. O Hezbollah também informou ter atingido posições estratégicas em Odaisseh e al-Bayyadah além de derrubar um drone espião israelense na região próxima a Tiro com um míssil terra-ar.
