Rima Zahra destaca a desumanização como a expressão central do genocídio em debate com AND

No episódio A Propósito #367, exibido em 11 de junho no canal AND no YouTube, a psicóloga e autora Rima Awada Zahra destacou que a desumanização de palestinos, libaneses, árabes e iranianos é uma tática utilizada por forças nazi-sionistas e pelo imperialismo norte-americano para legitimar o genocídio.

A declaração aconteceu durante um debate sobre a ofensiva direcionada ao Irã, Líbano e Gaza. Rima enfatizou que o Líbano enfrenta uma crise humanitária resultante da agressão sionista, caracterizando o país como uma extensão de Gaza. Ela apontou que os ataques afetam não só crianças, mas também médicos, paramédicos, ambulâncias, hospitais e jornalistas.

“Não restam dúvidas de que o sistema de saúde se tornou um alvo, assim como os profissionais da saúde e os jornalistas”, declarou.

De acordo com a convidada, atacar as estruturas de saúde constitui uma estratégia para prolongar a morte. Mesmo com o fim dos bombardeios, alertou Rima, feridos e doentes continuarão a falecer se hospitais, ambulâncias e equipes médicas forem eliminados.

A psicóloga também fez uma crítica ao uso de drones que emitem sons de crianças chorando e mulheres clamando por ajuda, além do barulho de ambulâncias. Para ela, essa abordagem visa atrair civis e instigar o medo na população local.

<pSobre a propaganda bélica, Rima afirmou que “a característica inicial de uma guerra é a desumanização do povo”. Ela mencionou que árabes, iranianos e palestinos são rotulados como terroristas para normalizar sua erradicação.

<p“Primeiro você invisibiliza esse povo, em seguida sataniza-o e cria uma entidade qualquer para criminalizar; por último, você precisa eliminar esse povo”, explicou.

A convidada argumentou que a resistência é a única força capaz de impor limites aos colonizadores quando a chamada “comunidade internacional” falha em intervir contra os crimes sionistas. “Enquanto houver injustiça, colonialismo, invasão ou genocídio, não será possível alcançar a paz”, afirmou.

Rima também sublinhou que a solidariedade global integra o movimento de resistência. Para ela, iniciativas como livros, aulas, rodas de conversa e ações solidárias aos povos agredidos ajudam a romper com a sensação de impotência diante do genocídio.

Assista ao programa completo:

Ouça ‘A Propósito’ disponível no Spotify:

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