No dia 23 de maio, a Liga Anti-imperialista Internacional (LAI) emitiu uma declaração que convoca movimentos anti-imperialistas ao redor do planeta a unirem forças em solidariedade ao povo indiano e a se oporem às forças reacionárias na Índia, que contam com o apoio do imperialismo.
Segundo a LAI, durante seu Congresso Fundador, foi decidido o lançamento de uma campanha internacional voltada à defesa do povo indiano. O comunicado revela que mais de 150 delegados, representando 50 delegações de 14 países diferentes, aprovaram por unanimidade a formação dos Comitês de Solidariedade com o Povo Indiano em várias regiões do mundo.
A divulgação do texto, traduzido e compartilhado por O Arauto Vermelho (El Heraldo Rojo), enfatiza que essa campanha tem como objetivo mobilizar um amplo apoio internacional contra os ataques perpetrados pelas forças reacionárias na Índia, identificadas pela LAI como aliadas do imperialismo. A Liga denuncia que esses ataques frequentemente resultam em massacres e visam desmantelar a vanguarda revolucionária do proletariado indiano e dos povos de diversas nacionalidades e credos.
Além disso, o comunicado ressalta que os massacres afetam também as populações indígenas da Índia. A LAI destaca que tanto o proletariado quanto os camponeses empobrecidos e as nações oprimidas possuem um histórico e força suficientes para resistir à agressão, apesar das investidas das forças reacionárias e das traições internas.
A declaração afirma que a luta contra o imperialismo e as forças reacionárias locais é parte de um esforço global compartilhado. Assim, a LAI incentiva as organizações anti-imperialistas a se manifestarem contra os ataques direcionados ao povo indiano, a oferecerem apoio à sua luta revolucionária e a enfrentarem aqueles que promovem o desespero ao se unirem à ofensiva reacionária.
Por fim, a Liga Anti-imperialista apela para a expansão dos Comitês de Solidariedade com o Povo Indiano e propõe fortalecer os laços internacionalistas entre as forças anti-imperialistas. Entre os principais pontos abordados no comunicado estão a defesa da luta do povo indiano, o suporte à sua vanguarda revolucionária e a condenação ao fascismo bramânico hindutva liderado por Narendra Modi.
