Mergulhão defende Cuba como símbolo da resistência dos povos da América Latina em debate com AND

No último episódio do A Propósito #366, veiculado em 28 de maio no canal AND no YouTube, o historiador Luís Eduardo Mergulhão Ruas, que é integrante da Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro (ACJM-RJ) e especialista na Revolução Cubana, declarou que a ofensiva dos Estados Unidos (EUA) contra Cuba tem como objetivo desmantelar um ícone histórico de soberania e resistência anti-imperialista na América Latina.

Para Mergulhão, o recente indiciamento de Raúl Castro e de oficiais cubanos por tribunais americanos, quase três décadas após os eventos envolvendo os “Irmãos ao Resgate”, representa uma nova tentativa de justificar ações agressivas. Ele comentou: “Esse indiciamento é mais um passo dos EUA para legitimar uma possível intervenção militar ou um bombardeio, algo nesse sentido”.

A ilha rebelde

O historiador ressaltou que Cuba enfrenta há muitos anos uma série de desafios, incluindo bloqueio econômico, atentados, sabotagens e campanhas de guerra psicológica. Ele acredita que a situação atual é uma das mais críticas desde 1959, pois envolve uma combinação de bloqueio, pressão econômica e ameaças militares, além da tentativa de fomentar a contrarrevolução interna.

<p“Muito mais do que nunca, é crucial erguer a bandeira da soberania nacional cubana”, enfatizou Mergulhão. Para ele, a questão vai além da defesa de um governo; trata-se da proteção da soberania cubana frente à chantagem imperialista.

Além disso, Mergulhão mencionou que os EUA sempre buscaram fomentar contradições internas em Cuba com o intuito de promover uma contrarrevolução oriunda do exterior. No entanto, conforme afirmou, essa contrarrevolução interna não conseguiu conquistar apoio considerável entre os cubanos. “Essa contrarrevolução não tem prestígio. Ela possui várias vertentes, mas não conta com o respaldo popular”, disse.

O historiador também destacou que mesmo diante de críticas ao governo cubano, existe um forte sentimento nacional entre os cubanos sobre a necessidade de resolver seus próprios problemas. “Aqui quem decide são os cubanos. Nós vamos enfrentar as questões”, sintetizou ao abordar a disposição anti-imperialista presente na ilha.

Cuba sim, ianques não!

Mergulhão afirmou ainda que Cuba se configura como um símbolo para toda a América Latina e para os movimentos anti-imperialistas ao redor do globo. De acordo com suas palavras, a ilha provou ser viável desafiar o imperialismo ianque e construir sua própria soberania nacional, mesmo diante de bloqueios contínuos e agressões persistentes, além das “contradições internas” e críticas ao processo cubano.

“Cuba simboliza algo extremamente poderoso para a América Latina e para os movimentos anti-imperialistas globalmente”, declarou. Ele defendeu que a frase “Cuba sim, ianques não!” deve ser disseminada em toda a América Latina como uma forma de defesa da soberania nacional e da resistência dos povos.

Assista ao programa na íntegra:

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