
A recente decisão da Prefeitura do Rio de Janeiro de estender até 2051 o convênio de assistência climática com a Fundação Cacique Cobra Coral é um dos temas mais debatidos nas redes sociais e grupos de mensagens nesta sexta-feira (07/08). Muitos cariocas questionam se, diante da previsão de ventos que podem alcançar 110 km/h, a fundação enfrentará um aumento significativo em suas atividades, especialmente após os alertas emitidos pela Defesa Civil logo pela manhã.
O novo acordo foi formalizado na quinta-feira (06/08) entre a GeoRio e a fundação liderada pela médium Adelaide Scritori, que afirma ter a capacidade de incorporar o espírito do Cacique Cobra Coral para ajudar a mitigar os efeitos de eventos climáticos severos por meio de uma assistência espiritual. É importante destacar que esse convênio não envolve recursos financeiros, ao contrário do que muitos acreditam.
Para exemplificar a eficácia desse trabalho, vale lembrar que a fundação decidiu suspender sua assistência à Argentina após declarações do presidente Javier Milei que desmereceram autoridades brasileiras. O país vizinho ficou “por sua conta e risco” até que um pedido formal de desculpas fosse apresentado. Poucos dias depois, no final de julho, um tornado devastou a área de Bernardo de Irigoyen.
A parceria entre a Fundação Cacique Cobra Coral e a Prefeitura do Rio é histórica, iniciando-se durante a primeira gestão de Cesar Maia (1993-1996). Em 2008, com Eduardo Paes prestes a assumir o cargo pela primeira vez, o então secretário de Obras, Luiz Guaraná — atualmente presidente do Tribunal de Contas do Município — optou por não renovar o convênio, considerando-o desnecessário. Contudo, após observar os danos causados por um forte temporal durante uma madrugada no Centro de Operações, Paes reconsiderou sua posição e restabeleceu a colaboração.
