Clínica psiquiátrica de Botafogo é punida por práticas de internação involuntária

A autora Helena Lahis conquistou uma nova decisão favorável na Justiça, após ter sido internada contra sua vontade em 2019 na Clínica Espaço Clif Mente e Vida, localizada em Botafogo. Tanto a clínica quanto o seu diretor técnico na época, Gabriel Bronstein Landsberg, foram considerados culpados em duas instâncias e deverão pagar uma indenização por danos morais e materiais à escritora. A sentença de primeira instância, proferida em janeiro deste ano, foi confirmada por unanimidade pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) no início de agosto.

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Tudo começou quando Helena solicitou o divórcio de seu ex-marido, Paulo Henrique de Lima, que é o presidente da Universal Music Brasil. Aproximadamente três semanas após essa solicitação, uma psiquiatra acompanhada por dois enfermeiros se dirigiu ao apartamento da escritora, na Urca, e anunciou que ela seria internada. Conforme registrado no processo judicial, Helena foi transportada para a clínica em uma ambulância, onde passou por uma revista e realizou exames antes da internação.

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A autora ficou internada por 21 dias, mesmo com a resistência do psicanalista que a atendia há três anos, o qual afirmava que ela não apresentava sinais de transtornos mentais. Helena deixou a clínica graças à ajuda de seu atual parceiro e amigas que conseguiram um habeas corpus, posteriormente denunciando o ocorrido às autoridades policiais.

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No veredicto, o juiz considerou a internação como injustificada. O processo revelou que essa ação foi baseada em um questionário preenchido pelo ex-marido, que sugeria um possível quadro de hipomania. A condenação se apoiou na Lei 10.216/2001 e no Código de Defesa do Consumidor.

 

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