
O Partido Causa Operária (PCO) denunciou a “Operação Causa Própria”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 11 de agosto, como um ato de perseguição política e uma tentativa de incriminação. Durante a ação, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão em quatro locais distintos em São Paulo, incluindo o domicílio do presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta. Além disso, foram implementadas medidas determinadas pela chamada “Justiça Eleitoral”, que incluíram o bloqueio de contas, a indisponibilidade de bens e o afastamento cautelar de pessoas investigadas de cargos de liderança. A operação investiga um suposto “desvio de recursos” provenientes dos fundos partidário e eleitoral.
O PCO afirma que todas as despesas sob investigação foram devidamente registradas nos órgãos eleitorais e que os serviços gráficos contratados foram realmente prestados. “O material foi impresso. […] Temos fotografias do material, toneladas dele”, destacou Pimenta. A operação teve início às 6h, com o arrombamento do portão da residência de Rui Costa e a apreensão de seu celular e passaporte. Em comunicado oficial, a Executiva Nacional do PCO descreveu a operação como “ilegal, antidemocrática, uma evidente perseguição política e eleitoral, além de uma tática intimidatória”.
Rui Costa Pimenta também expressou críticas ao título “Causa Própria”, escolhido pela PF. “Isso implica que já somos considerados culpados pela Polícia Federal. Ainda não estamos nem no processo judicial”, reclamou. A operação ocorreu apenas três dias após o lançamento das candidaturas nacionais do partido para as eleições deste ano. No evento, Pimenta reconheceu que as eleições “não trarão mudança alguma”.
De acordo com Pimenta, essa operação se soma a cerca de 12 processos e procedimentos que envolvem as posições políticas do PCO, incluindo acusações de “racismo” e “apologia ao terrorismo” feitas por entidades ligadas ao lobby nazi-sionista. O uso do termo “terrorismo” se repete nas estratégias adotadas por monopólios da mídia e outros setores conservadores para criminalizar tanto a Heroica Resistência Nacional Palestina quanto seus apoiadores, além de organizações que defendem a Revolução Agrária no Brasil ou promovem a luta camponesa sob direção proletária, como é o caso da Liga dos Camponeses Pobres (LCP).
Apesar das diferenças em questões fundamentais, o jornal A Nova Democracia condena a tentativa de criminalização direcionada ao PCO, evidenciando a farsa da democracia vigente no país.
