Acampamento de jovens ativistas promove protestos contra o imperialismo nos EUA

Um acampamento de verão voltado para a resistência anti-imperialista foi realizado na região do Noroeste do Pacífico dos Estados Unidos, reunindo jovens estudantes e trabalhadores. O evento incluiu uma variedade de atividades, como debates, estudos, práticas esportivas e iniciativas de solidariedade internacional. Informações sobre o acampamento foram divulgadas pelo Serve the People e posteriormente compartilhadas por O Arauto Vermelho.

Entre os participantes, estavam estudantes do ensino médio e universidades comunitárias, além de jovens trabalhadores. O relatório menciona que uma parte significativa da programação foi dedicada ao estudo e discussão de documentos oriundos do Partido Comunista do Peru (PCP), do Partido Comunista da Turquia (Marxista-Leninista) e do Partido Comunista da Índia (Maoista) [PCI (Maoista)]. Os debates focaram principalmente nas Guerras Populares em países como Peru, Turquia, Índia e Filipinas, analisando sua relevância para a luta global dos povos oprimidos.

Apoio à Revolução Indiana e à Resistência no Oriente Médio

Uma parte relevante das discussões concentrou-se na Revolução Indiana. Os participantes expressaram apoio ao PCI (Maoista), que continua sua Guerra Popular apesar da ofensiva contrarrevolucionária “Operação Kagaar” promovida pelo governo indiano. Faixas foram levantadas durante o acampamento em apoio aos combatentes revolucionários indianos, destacando uma frase que dizia: “Os mártires do Partido e da Revolução são imortais!”.

A solidariedade ao chamado Eixo da Resistência também foi um tópico importante das atividades. O relatório menciona a atuação do Irã, da Resistência Palestina, da Resistência Libanesa e do Ansarallah no Iémen, ressaltando que bandeiras dessas forças foram hasteadas junto à da Liga Anti-imperialista Internacional (LAI). Em outra faixa, os participantes clamaram por “vitória para o Eixo da Resistência” e exigiram a retirada da presença imperialista norte-americana no Oriente Médio.

O texto publicado pelo Serve the People faz referência ao editorial de AND, que data de 4 de abril e enfatizava que apoiar a Revolução Indiana assim como as lutas nacionais na Palestina e no Irã é fundamental para os anti-imperialistas em todo o mundo. Esse editorial destacou a defesa dessas causas como uma missão central frente às agressões contra a Revolução Indiana e as guerras no Oriente Médio.

Além das atividades políticas, os jovens também se envolveram em esportes e entoaram canções revolucionárias coletivamente. Os organizadores ressaltaram que as ações visavam promover um ambiente de estudo, disciplina e camaradagem enquanto combatiam o pessimismo e a desconfiança nas capacidades de luta das massas populares.

Protestos em Kirkland contra líder da extrema direita

A formação realizada neste acampamento se deu em paralelo a outras mobilizações políticas protagonizadas por jovens ativistas na mesma região. No dia 24 de julho, membros da Juventude Revolucionária de Puget Sound (PSRY) participaram de um protesto em Kirkland, Washington, contra Erika Kirk, líder da organização extrema-direita Turning Point USA (TPUSA), que estava presente em um evento religioso promovido pela megacongregação evangélica Pursuit Northwest. O protesto atraiu cerca de 100 manifestantes.

No relato sobre sua participação, a PSRY criticou Erika Kirk como representante dos setores mais reacionários do imperialismo norte-americano, abordando temas como racismo, machismo, homofobia, nacionalismo cristão e apoio a guerras externas. Durante a manifestação, os jovens levantaram bandeiras palestinas e iranianas além de símbolos anti-imperialistas em solidariedade aos povos que resistem às agressões dos EUA e do regime sionista.

A própria atividade promovida pela TPUSA corroborou algumas das críticas feitas pelos manifestantes; segundo relatos locais, os discursos realizados dentro da igreja continham posições antiaborto, contrárias aos direitos LGBT e favoráveis ao sionismo. Enquanto isso ocorria, os protestos continuaram fora do local sob forte presença policial.

A PSRY também utilizou palavras de ordem para estabelecer conexões entre a repressão aos imigrantes nos EUA e as guerras imperialistas no exterior. Durante o ato, compararam o Exército sionista com o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) afirmando: “Kirk, Kirk, vá para o inferno! Rebelar-se é justo!”.

As atividades realizadas no Noroeste do Pacífico são parte de uma série de mobilizações recentes envolvendo jovens trabalhadores e organizações anti-imperialistas nos Estados Unidos. Um exemplo disso ocorreu no Dia Internacional dos Trabalhadores em 1º de Maio deste ano, quando cerca de 100 pessoas participaram de uma marcha vermelha anti-imperialista em um bairro operário em Seattle com presença da Juventude Revolucionária de Puget Sound e grupos solidários à luta palestina.

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