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Marilane Teixeira alerta: diminuição da jornada não deve aumentar a carga de trabalho das mulheres em casa

Durante uma entrevista ao jornal A Nova Democracia, Marilane Oliveira Teixeira, economista e pesquisadora do Cesit/IE-Unicamp, destacou a importância de levar em conta a realidade das mulheres no mercado de trabalho ao discutir a diminuição da carga horária. Segundo ela, essas trabalhadoras enfrentam uma combinação de salários baixos, longas jornadas, trabalho doméstico não remunerado e responsabilidades familiares. Assista à entrevista completa: Ouça o ‘AND Entrevista’ no Spotify: Marilane fez essa afirmação durante uma discussão sobre o término da escala 6 por 1 e aprofundou um dos temas que foram abordados na conversa com o AND: a possibilidade de que o grande capital busque maneiras de contornar a redução da jornada, utilizando os instrumentos impostos pela “reforma trabalhi...
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Câmara encerra a polêmica da escala 6 por 1 em meio a pressões e acordos questionáveis

No dia 27 de maio, o plenário da Câmara dos Deputados votou e aprovou, em dois turnos, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que modifica a carga horária de trabalho e formaliza o fim da escala 6 por 1. A votação foi rápida, resultado de articulações entre líderes partidários e o governo federal, em resposta à crescente pressão popular sobre a questão. No entanto, a versão aprovada ficou aquém das expectativas iniciais, limitando a jornada a 40 horas semanais. Os resultados da votação foram expressivos: no primeiro turno, 472 deputados votaram favoravelmente e apenas 22 se opuseram. Já na segunda rodada, o apoio caiu levemente para 461 votos a favor e 19 contra. Essa agilidade foi coordenada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que convocou sessões extraordinária...
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AND discute com Sindicato Marreta e Alexandre Ferraz, do Dieese, a necessidade de reformular a política econômica além do fim da 6 por 1

No programa A Propósito transmitido em 14 de maio pelo canal de AND no YouTube, o dirigente operário Magrão, o economista Alexandre Sampaio Ferraz e o diretor-geral do jornal, Victor Bellizia, discutiram como o acordo do governo Luiz Inácio (PT) e da Câmara dos Deputados para votar o fim da escala 6 por 1 pode reconhecer formalmente uma exigência do proletariado, mas também esvaziá-la por meio de compensações às empresas, brechas legais, banco de horas e manutenção das “reformas” trabalhista e previdenciária. Magrão, diretor financeiro do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belo Horizonte e Região Metropolitana (STIC-BH Marreta) e um dos coordenadores da Liga Operária, defendeu que a luta pelo fim da escala 6 por 1 não pode ser separada da luta pela redução da jornada par...