
A Feira Preta retorna à Pequena África, prometendo transformar a região. Após uma ausência de 10 anos no Rio de Janeiro, o festival irá ocupar os espaços do Píer Mauá, o Armazém Kobra e outros locais históricos que caracterizam essa área. Além das apresentações musicais – que contarão com nomes como Leci Brandão, Teresa Cristina, Sandra de Sá, Baile Black Bom, Awurê e Roberta Sá – o evento visa promover um amplo intercâmbio cultural e econômico, englobando empreendedorismo, gastronomia, rodas de samba, discussões e oportunidades de negócios.
Esperamos atrair cerca de 30.000 visitantes entre os dias 29 e 31 de maio para esta edição do festival, que teve sua origem em São Paulo há 24 anos por iniciativa da produtora cultural Adriana Barbosa. “Fui demitida e comecei a vender roupas na Vila Madalena, mas perdi tudo em um arrastão. Foi nesse momento que surgiu a ideia de criar algo maior”, relembra ela, que começou com barracas na Praça Benedito Calixto e, em 2024, conseguiu reunir 60.000 pessoas no Ibirapuera.
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No ano anterior, a Feira Preta foi realizada em Salvador. “Ao longo desse tempo nos tornamos um ecossistema voltado para o impacto social”, afirma ela, ressaltando que todos os profissionais envolvidos – desde arquitetos e engenheiros até a equipe de segurança – são negros. “Voltar ao Rio é reconhecer a importância desse território na formação da cultura negra brasileira. Representa um símbolo vivo de memória e resistência, além de ser um sinal de futuro. Aqui queremos destacar a força da economia preta como uma via para o desenvolvimento”, planeja a fundadora do festival.
