
Com um legado notável na criação de capas icônicas de álbuns, como o famoso Fa-Tal / Gal a Todo Vapor (1971), de Gal Costa, e Álibi (1978), de Maria Bethânia, o designer e artista Luciano Figueiredo completa 60 anos de trajetória profissional. Seu trabalho foi fundamental na formação da identidade visual da música popular brasileira.
Para marcar essa ocasião significativa, Figueiredo não optou por chamar a atenção da mídia com homenagens ou revisões de sua carreira. Em vez disso, ele encontrou inspiração nos pequenos artigos publicados nas páginas dos jornais do Rio de Janeiro, que agora servem como base para sua nova exposição intitulada Por Toda Parte Escreverei o Teu Nome, que está em exibição na Anita Schwartz Galeria de Arte, localizada na Gávea. “Sinto uma conexão especial com o papel impresso e, neste momento, com a paleta de cores que as páginas oferecem”, relata o artista de 78 anos. Durante seis meses, ele se dedicou a criar suas obras em um apartamento em Botafogo, embora não tenha deixado de visitar diariamente a banca de jornais.
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O artista menciona um aspecto específico do processo gráfico conhecido como registro. Trata-se de uma linha fina composta por quadrados coloridos que garante a correta sobreposição das tintas magenta, ciano, amarelo e preto durante a impressão. Qualquer desalinhamento resulta em sombras ou bordas indesejadas no produto final. “Esses registros da realidade são o que mais me fascina atualmente”, comenta.
