No dia 27 de junho, cinco leitores do jornal Partizan foram detidos em Ankara, em um contexto de crescente repressão por parte do governo turco contra militantes anti-imperialistas, que ocorre a poucos dias da Cúpula da OTAN, agendada para os dias 7 e 8 de julho na capital turca.
Essas prisões ocorreram logo após o início de um processo judicial contra ativistas que haviam sido capturados durante uma série de operações policiais realizadas no dia 24 de junho. No mesmo dia em que os cinco leitores foram encarcerados, a conta oficial do Partizan na rede social X foi suspensa. Em resposta à censura, o periódico anunciou a criação de uma nova conta para continuar sua atividade de denúncia e propaganda.
A sequência de detenções e processos judiciais, juntamente com a censura digital, faz parte da estratégia do regime liderado por Recep Tayyip Erdoğan para silenciar organizações e indivíduos que se opõem à presença da OTAN e à política imperialista na região.
No dia 26 de junho, teve início o julgamento dos militantes capturados durante as ações policiais em Ankara e Istambul. As operações visavam ativistas associados à União Contra a OTAN e à Guerra Imperialista, além da Mücadele Birliği e da Plataforma Revolucionária Independente de Classe (BDSP). Essa ofensiva ocorreu pouco antes da chegada dos líderes dos Estados membros da aliança militar para a cúpula em Ankara.
Conforme informações divulgadas pelo O Arauto Vermelho (El Heraldo Rojo), ao menos dez militantes foram presos durante as operações: Murat Yıldırım, İpek Bozkurt, Ulaş Uslu, Yaren Sarısaltuk, Ümit Erben, Baran Can Kaya, Nimet Erben, Hakan Koç, Ayşenur Semiz e Onur Çağdaş Ekinci. A ação policial se concentrou em grupos que criticam o papel da OTAN nas guerras imperialistas e na repressão aos povos.
A repressão se intensificou com as detenções dos leitores do Partizan, evidenciando uma perseguição mais ampla contra o periódico e seus apoiadores. Neste momento crítico, o governo turco está ampliando seu aparato policial e restringindo manifestações com o objetivo de conter qualquer organização política contrária à Cúpula da OTAN.
As detenções dos leitores do Partizan estão interligadas às batidas anteriores e ao processo judicial aberto contra os ativistas. Essa ofensiva é direcionada contra setores democráticos e revolucionários que expõem a natureza agressiva do bloco militar.
No mesmo dia das prisões, a conta do Partizan foi bloqueada na plataforma X. O jornal informou que uma nova conta seria criada como forma de contornar essa censura. O bloqueio evidencia uma tentativa coordenada para limitar a disseminação de informações e silenciar vozes críticas à presença da OTAN em Ankara. Enquanto isso, o governo continua a prender opositores e instaurar processos judiciais contra aqueles que resistem ao regime.
A Cúpula da OTAN reunirá líderes das potências imperialistas em Ankara nos dias 7 e 8 de julho. Antecipando esse evento, o regime Erdoğan tem implementado medidas adicionais de segurança e restrições ao movimento popular, além de reforçar o controle sobre atividades políticas.
A repressão manifestada nas prisões e na censura imposta ao Partizan, assim como a outras organizações similares, revela que a presença da OTAN em Ankara está acompanhada por um aumento significativo nas ações repressivas contra os movimentos populares que se opõem ao imperialismo.
