
Desde 2018, o Cremerj (Conselho Regional de Medicina do estado do Rio) documentou 756 incidentes de agressões contra médicos durante o atendimento em hospitais e outras unidades de saúde. Essas denúncias foram registradas através do Portal Defesa Médica, uma plataforma destinada a reportar ataques aos profissionais da área de saúde. As mulheres foram identificadas como as principais vítimas dessas situações.
Entre os registros, constam 89 casos de agressões físicas, com apenas 29 envolvendo homens; 459 agressões verbais, das quais 297 tiveram médicas como alvo; e 208 ocorrências de assédio moral, sendo que 121 delas afetaram mulheres.
Um caso emblemático ocorreu com a médica Sandra Lúcia Bouyer Rodrigues, que foi atacada com socos e chutes enquanto atuava durante um plantão no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, localizado em Irajá, em uma madrugada de 2023. A confusão surgiu quando um homem de 48 anos e sua filha de 23 anos exigiram atendimento para um jovem que apresentava um corte na mão esquerda. Frustrados pela demora no atendimento, eles agrediram Sandra, inclusive golpeando-a na boca. A médica precisou receber cinco pontos na ferida e, devido à agressão, uma paciente de 82 anos em estado crítico não recebeu o atendimento necessário e acabou falecendo após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Os autores da agressão, André Luiz do Nascimento Soares e Samara Kiffini do Nascimento Soares, foram detidos sob a acusação de homicídio doloso.
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A gravidade desses episódios levou à criação de uma resolução pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que institui diretrizes para aumentar a segurança nos ambientes hospitalares. Entre as medidas sugeridas estão a instalação de botões de pânico e a definição de rotas de fuga nas unidades de saúde.
