A empresa Meta restringiu na Índia, segundo denúncia da estudante revolucionária Gurkirat Kaur, dois vídeos publicados por ela no Instagram sobre a perseguição policial que vem sofrendo. O primeiro tornou-se indisponível no país cerca de uma hora e meia depois da publicação; ao divulgar novamente sua denúncia, Gurkirat afirmou que o segundo vídeo foi igualmente restringido logo após ser publicado.
Nas gravações, a militante relata visitas policiais à sua residência, intimidações contra sua família, sua prisão em 6 de agosto e a ameaça de enquadramento num futuro “caso de conspiração maoista”. Ela denuncia ainda a política de criminalização e de delação que consiste em atribuir a estudantes, jornalistas e ativistas a etiqueta de “maoistas”, “terroristas” ou “khalistanis” para legitimar prisões e perseguições. Gurkirat citou, entre outros, os casos do professor G.N. Saibaba e do padre Stan Swamy.

Gurkirat vinculou essa política ao Plano de Surajkund, adotado pelo aparato repressivo indiano em 2022 e dirigido também contra o chamado “naxalismo da pena”. Ao final da declaração, conclamou à luta contra a repressão estatal, pela libertação dos presos políticos, pelo fim da NIA e contra o fascismo bramânico-hindutva.
“Se o Estado pensa que pode nos assustar com essas táticas, deve ficar claro: não somos nós que vamos ficar assustados”, afirmou Gurkirat. Ao final, levantou as consignas pela revogação do Plano de Surajkund, pelo fim da NIA, pela libertação dos presos políticos e pela Revolução de Nova Democracia na Índia.

artigo do Professor Amit Bhattacharyya

